quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sociedade Civil preside o ConSaúde

Pela primeira vez em sua história, a presidência do Conselho Municipal de Saúde (ConSaúde) será exercida pela sociedade civil. Maria Auxiliadora, representante da Diocese de Petrópolis, foi eleita por unanimidade na reunião ocorrida terça-feira à noite, no auditório do Centro de Saúde. “A proposta é fazermos uma ação em conjunto, buscando medidas práticas e melhorando a saúde de nosso município”, frisou a nova presidente do ConSaúde. A eleição dela somente foi possível porque Carlos Henrique, coordenador do Fórum das Associações de Moradores de Petrópolis, Thiago Pires, diretor da Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (Fampe), e a secretária de Saúde, Aparecida Barbosa, retiraram suas candidaturas em prol da unidade do Conselho. Durante todo o dia de terça-feira, representantes da sociedade civil estiveram reunidos discutindo e se articulando para a eleição à noite. Durante os encontros, sempre pautada pela união da sociedade civil, representada pelas lideranças comunitárias e representantes de ongs e entidades, chegaram a um consenso com Thigo e Carlos Henrique, com apoio de representantes dos sindicatos e de outras lideranças, como Joel Martins, da Comunidade do Alemão, retirando seus candidatos e apoiando Maria Auxiliadora. “A participação deles nas discussões e articulação para termos uma chapa única no Conselho foi fundamental para nossa eleição” comentou Maria Auxiliadora. Para secretária executiva do ConSaúde foi eleita a representante do governo, Sheila Frederico de Souza Guimarães, e para a vice-presidência, Carlos Henrique. Para Maria Auxiliadora, a eleição do ConSaúde mostrou o amadurecimento do conselho e a consolidação da democracia “elegendo o primeiro presidente da sociedade civil e, melhor ainda, uma mulher”. Ainda falando sobre este momento único na história do Conselho, Maria Auxiliadora disse que chegou o momento da sociedade civil, agora na presidência e na vice-presidência, se mobilizar e dar sua contribuição para melhorar a saúde do município. “Não adianta só cobrar do governo. Temos que fazer a nossa parte” frisou, lembrando que desde a instalação do ConSaúde a sociedade civil sempre participou dando a sua contribuição, mas sem nunca estar na presidência. “A escolha de Maria Auxiliadora, em um consenso pacífico e consciente, mostra o amadurecimento deste conselho e prova para nós, administradores, que estes representantes da sociedade civil estão preparados para assumir este conselho e participar mais ativamente e com maior conhecimento das decisões na área da saúde”, declarou a secretária Aparecida Barbosa. Thiago Pires disse que durante a reunião ficou claro que a secretária de Saúde não seria eleita, “pois tínhamos 16 votos”. Segundo ele, havia uma recomendação do Ministério Público para que a secretária não assumisse a presidência do Conselho, o que segundo ele, reforçou a decisão da sociedade civil em eleger um representante para a presidência. Ele contou que Aparecida Barbosa leu a recomendação e explicou que, segundo o parecer da assessoria jurídica, não a impedia de ser candidata.

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