segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eleições 2012 - Candidaturas secundárias?


Chegamos ao período pré-eleitoral e a prática de cobrir desigualmente os candidatos postos se repete. Eleição pra jornal local é bolsa de apostas! Claro, trata-se de tentar ajudar os que mais provavelmente comandarão as verbas de publicidade da Prefeitura e da Câmara de Vereadores.

Esse tipo de cobertura interessada prejudica a cidade, pois em grande medida, por conta da escassez de meios informacionais, a população acaba por ter acesso limitado a diversidade de projetos e candidatos que concorrerão. Isso apequena a própria democracia!

Hoje, para além dos "candidatos principais", temos pelo menos quatro candidaturas colocadas que podem sim se constituírem, sozinhas ou em bloco, como alternativa ao campo que tradicionalmente tem disputado os rumos da cidade.

O PCdoB, o PSOL, o PDT e o PV  apresentaram ainda em 2011 seus candidatos, um grupo heterogêneo, que encarna numa avaliação global a possibilidade de vermos experiência e ousadia assentados em planos de governo que inovem nossa visão sobre a cidade.

Renato Freixiela é um homem público, de esquerda, que quando vereador, deixou sua digital em projetos de lei que permitiram o aumento  da participação popular e da transparência, conseguiu ainda concatenar os interesses do movimento popular com sua atuação parlamentar, o que é muito bacana e o torna um candidato promissor, com um perfil diferente de todos os prefeitos que ja tivemos, sempre teve amplo apoiamento na classe média e nos setores populares.

Nelson Sabrá é experiente, navega no espectro político do centro, ex-deputado federal constituinte, foi candidato na última eleição. Dono de um discurso impactante e bem humorado, guarda um perfil de administrador arrojado e tem uma boa entrada em setores da elite, característica que falta aos seus adversários.

Almir Schimidt é uma figura multifacetada, foi gestor em várias pastas, tem ao seu lado o peso da importância dada a questão ambiental na cidade, com propostas centradas no desenvolvimento sustentável pode arrecadar apoio nos setores médios mais escolarizados e fazer um recorte numa parcela da chamada elite intelectual.

Alex Dias é um candidato que não apresenta um perfil conhecido, mas carrega todo o cabedal discursivo do PSOL, se levarmos em conta o desempenho que o partido tem alcançado na cidade, podemos avaliar seu potencial. Setores médios radicalizados por conta do esvaziamento econômico crônico que vive a cidade e uma parte do funcionalismo público são sem dúvida os eleitores principais que podem ser ganhos por essa candidatura.

Como disse antes, juntos ou separados, são candidaturas que oferecem a ampliação do horizonte avaliativo dos cidadãos. Deveriam, só por este motivo serem tradadas com equidade. Mas eu sei que não bastam apelos morais! Por isso, cabe aos democratas de verdade quebrar o bloqueio da mídia tradicional e levar até o conjunto da população a possibilidade de construirmos algo diferente do que ai esta!

1 comentários:

Ricardo Patuléa disse...

Pedro, parabéns pela atitude democrática em reabrir os trabalhos de seu blog. Vejo que teremos boas discussões. Particularmente, e sendo bastante imparcial, todos os candidatos apresentados até então são bastante fracos, salvo o Bomtempo que já foi gestor por oito anos e,portanto, tem uma bagagem maior.