<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157</id><updated>2009-12-07T09:29:47.796-08:00</updated><title type='text'>Multi-eu</title><subtitle type='html'>Um Blog sem vergonha!
Um Blog para colocar som nas coisas!
Um Blog para a liberdade!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>270</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-9070855569441451224</id><published>2009-12-02T08:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T08:28:07.553-08:00</updated><title type='text'>Climagate, artigo de Marcelo Leite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"E-mails roubados por hackers revelam que cientistas não são santos"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;p&gt;A uma semana da conferência sobre mudança do clima em Copenhague, os "céticos" do aquecimento global marcaram um tento. Conseguiram meter uma cunha na credibilidade dos que defendem que ele é uma realidade e que a ação do homem ("antropogênica") é decisiva para agravar o efeito estufa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; O caso já ganhou apelido: "climagate". Hackers não identificados puseram na rede cerca de mil mensagens de e-mail e uns 3.000 documentos surrupiados de um servidor da Unidade de Pesquisa do Clima (CRU, em inglês) da Universidade de East Anglia, Reino Unido. Alguns deles realmente são, ou soam, comprometedores.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; Os documentos que vieram à tona, até agora, não parecem comprovar nenhuma conspiração para passar por verdadeiros dados falsos sobre o aquecimento global antropogênico. Mas mostram que alguns adversários dos céticos não são santos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; A suspeita inicial mais grave era de manipulação de dados. Concentrava-se numa frase de Phil Jones, do CRU: "Acabei de finalizar o truque de Mike [Michael Mann] na [revista] "Nature" de acrescentar as temperaturas reais a cada série para os últimos 20 anos (isto é, de 1981 em diante) e desde 1961 para as de Keith [Briffa] a fim de esconder o declínio".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; Que soa como manipulação de dados, soa. Mas as explicações sobre o contexto da frase também soam plausíveis. O blog de climatologistas pró-aquecimento RealClimate diz que se trata de compatibilizar dados de diferentes fontes (geleiras, densidade de anéis de crescimento de árvores, medidas reais etc.).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As estimativas de temperatura obtidas indiretamente por Briffa a partir das árvores divergem do registro de temperaturas reais medidas nas décadas recentes, e por isso o próprio autor recomenda que não sejam usadas. O "truque" seria só um ajuste, alegam seus defensores no RealClimate, embora sua composição com o verbo "esconder" seja para lá de suspeita.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; É preciso ser ingênuo, ou ignorante de como a pesquisa científica de fato funciona, para enxergar aí um pecado mortal. Em todas as áreas de investigação pesquisadores escolhem e apresentam os dados mais favoráveis para sua tese. Criminoso seria só se escondessem medidas e informações capazes de contradizer sua conclusão (e os dados de Briffa foram publicados).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; Outras mensagens indicam que os adversários dos céticos se organizavam para fechar-lhes as portas dos periódicos científicos, ao mesmo tempo em que acusavam o inimigo de não conseguir publicar artigos nas revistas reconhecidas. Feio, não é?&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ninguém consegue enganar todo mundo o tempo todo, porém. Bons estudos sempre acabam editados, mesmo que contrários ao paradigma dominante. Em especial se vierem lastreados em medidas e explicações sólidas. E está aí a internet para não deixar ninguém órfão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;De todo modo, é bom seguir o conselho da economista Megan McArdle em seu blog no sítio da revista "The Atlantic": tomar com um grão a mais de sal, de ora em diante, o argumento "ausência de publicações". Bem mais grave é outra suposta mensagem de Jones pedindo a Mann que apagasse e-mails objeto de um pedido formal de divulgação dos céticos, por meio da legislação britânica de acesso a informação. Não está claro ainda se as mensagens foram de fato deletadas, o que seria crime. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt; O simples fato de alguém se sentir à vontade para fazer um pedido desses por escrito sugere que os envolvidos de fato têm algo a esconder. Como, de resto, todos aqueles que acreditamos em sigilo de correspondência.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Marcelo Leite é jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-9070855569441451224?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/9070855569441451224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=9070855569441451224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/9070855569441451224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/9070855569441451224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/12/climagate-artigo-de-marcelo-leite.html' title='Climagate, artigo de Marcelo Leite'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-7960802120795670145</id><published>2009-11-10T06:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T06:01:34.243-08:00</updated><title type='text'>Professores de ciências, sem fé nas ciências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;address&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Carlos Pompe *&lt;/span&gt;&lt;/address&gt;       &lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostrou que estudantes evangélicos querem se tornar professores de ciências, mas não aceitam a teoria da evolução, descoberta por Charles Darwin.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;       &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;img alt="Dorvillé descobriu que 70% dos alunos protestantes desconfiam da teoria da evolução" src="http://admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/evolucao2716.jpg" align="absMiddle" height="275" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O biólogo com mestrado em Zoologia do Museu Histórico Nacional, Luis Fernando Marques Dorvillé, questiona como alguém pode ensinar ciências sem acreditar na teoria de Darwin. Nos últimos oito anos ele entrevistou alunos evangélicos da UFF e da Universidade Estadual do Rio (Uerj) para sua tese de doutorado na UFF. Dos 245 matriculados no curso de Biologia da Uerj, em São Gonçalo, 23% são evangélicos. O número é mais alto do que revelou o Censo de 2000 (15,44% dos brasileiros são evangélicos), mas muito próximo das estimativas de crescimento que o próximo Censo deve mostrar em 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Dorvillé distribuiu questões como “Comente a frase: alguns seres vivos têm parentesco maior entre si do que com outros”. Descobriu que 70% dos alunos protestantes desconfiam da teoria da evolução, assim como 30% dos católicos e 20% dos espíritas e umbandistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; De um aluno o professor obteve esta pérola como resposta: “Minha avó não é macaca. Então foi Deus quem criou o homem.” Pobre animal! Outros estudantes querem conciliar o inconciliável e aceitar a evolução, porém tendo Deus como guia do processo. Alguns admitem a evolução para outras espécies, menos para o homem, pois este teria alma. Só nós outros, desalmados, seríamos resultados da evolução da espécie. Olhando ao redor, às vezes a gente pensa que realmente algumas pessoas não evoluíram...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Há ainda os que querem forçar que o universo foi criado em seis dias, mas a leitura não seria literal, e então inventam que entre um dia e outro ocorreram eras geológicas e o processo de evolução. São realmente misteriosos os caminhos da fé! Dias que duram eras geológicas é tão compatível com a realidade quanto uma virgem ter filho. Mas parece que não há incompatibilidades para a crença humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; A área de ciências é uma das que mais sofre com a falta de professores no país. Pela carência de profissionais, a maioria dos formandos consegue emprego assim que deixa a universidade. “Muitos deles estudam biologia justamente porque o acesso é mais fácil. Não tem muita disputa de vagas no vestibular”, constata o professor Dorvillé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Tristes trópicos, como diria o recém falecido Claude Lévi-Strauss. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; A pergunta que fica: as seitas aceitariam um pregador confessadamente ateu? Para resistir a tudo isso, realmente a ciência tudo pode naqueles que a fortalecem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;" class="assinatura"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/aut_4931.jpg" height="60" width="55" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--  visualizações |  --&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* Jornalista e curioso do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-7960802120795670145?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/7960802120795670145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=7960802120795670145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7960802120795670145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7960802120795670145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/11/professores-de-ciencias-sem-fe-nas.html' title='Professores de ciências, sem fé nas ciências'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-7220687356401664602</id><published>2009-11-03T08:58:00.001-08:00</published><updated>2009-11-03T08:58:56.945-08:00</updated><title type='text'>O pensamento infantil sobre os fenômenos naturais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Entenda de que forma os pequenos criam teorias e explicam os fenômenos naturais até se aproximarem dos conhecimentos científicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thais Gurgel (thais.gurgel@abril.com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o planeta e as estrelas. E estas são estrelas também. E o astronauta."   Yolanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem uma Lua ajuntada (cheia) que parece uma bola e tem uma outra que é sem ajuntada."  Yolanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem ajuntada é quando ela tá sumindo. Quando ela tá ajuntada é quando é meia-noite."  Julia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aí, não é. Quando tá meia-noite, a gente tá dormindo. Então a Lua não tá ajuntada."  Yolanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revirando a memória, todos nós recordamos de ambientes, passagens e sensações da infância. Mas você saberia dizer como costumava explicar a alternância entre o Sol e a Lua no céu? A criança tem uma maneira muito peculiar de entender o mundo e, à medida que cresce, se desenvolve, tem acesso a novas informações e experiências e esquece seu antigo modo de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Educação Infantil, como muitos outros adultos, presencia e vive essa evolução. Conhecer a maneira como os pequenos formulam as primeiras explicações para a dinâmica dos astros (veja o desenho ao lado) não é apenas reviver o frescor da visão sem as amarras dos primeiros anos de vida. Um educador que considera os processos por que passa a criança qualifica suas intervenções no contato diário com ela. Afinal, o que se quer é tornar cada vez mais sofisticada, coerente e ativa a forma de ela apreender a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre desenvolvimento infantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   * Entrevista com Juan Delval&lt;br /&gt;   * Leia um clássico&lt;br /&gt;   * Pensador: Lev Vygotsky&lt;br /&gt;   * Pensador: Henri Wallon&lt;br /&gt;   * Pensador: Jean Piaget&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vídeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   * Pensamento infantil sobre os fenômenos naturais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em rodas de conversa, é comum ouvir explicações curiosas sobre os fenômenos naturais, tais como: "O vento sopra o Sol para que ele não caia na Terra" e "A Lua segue o carro da gente pela estrada". Presente no cotidiano, a natureza está entre os primeiros aspectos sobre os quais os pequenos formulam teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto importante para começar nessa aprendizagem é garantido já no primeiro ano de vida. O bebê adquire uma noção de abstração. Ele percebe que os elementos ao seu redor existem independentemente de os estar vendo - o conceito de permanência dos objetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ele passa a criar imagens mentais sobre as coisas - ele sabe que a mamadeira existe, por isso pode evocá-la mesmo quando não está em seu campo de visão. Com a aquisição da linguagem, a criança entra no território do simbólico: uma palavra, uma expressão corporal ou um desenho representam um objeto ou conceito e, com base na associação de alguns deles, cria-se uma ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses recursos, ela pensa sobre tudo o que vê, ouve e sente. Nesse contexto, entram em cena os famosos "por quês?". O fato, porém, é que os pequenos se põem muito mais questões do que expressam e as resolvem formulando teorias. Para isso, lançam mão de um repertório de informações e da observação dos fenômenos, relacionando-os de maneira muito particular. Uma característica desse processo é a de se colocarem como a figura central nas explicações - se eles estão dormindo e não podem ver o céu, a Lua não pode estar cheia (leia o diálogo acima). Esse princípio se liga à afetividade, que, segundo o francês Henri Wallon (1872-1962), é o que mais influencia a criança nas relações que estabelece entre as informações assimiladas. "É por isso que, quando ela pergunta 'por que fica de noite?', o adulto pode entender que ela está perguntando 'porque fica noite para mim?'", explica Heloysa Dantas, educadora estudiosa do pensamento de Wallon. "O adulto pode dar a explicação que achar conveniente, mas a que contentaria mais a criança em suas inquietações pessoais seria 'fica de noite para você poder dormir'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras lógicas frequentes nas explicações infantis são o animismo e o artificialismo. Pela primeira, atribuem-se características e ações humanas aos mais diversos elementos da realidade ("O Sol vai dormir. Por isso, fica noite!"). De acordo com o segundo, entende-se que todos os fenômenos podem ser explicados por um processo de fabricação artesanal ("As montanhas se formam porque os homens colocam terra em cima"). Wallon define o pensamento infantil como sincrético, uma espécie de nuvem de elementos que vão se combinando para criar sentidos (veja o desenho abaixo e leia o diálogo acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este é o céu de noite. Aqui, a borboleta está dormindo, pintada de preto, porque tá escuro. Este é o céu de dia, com a borboleta vermelha porque tá claro.”  Giovanna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que a fivelinha não sai voando?"  Monique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ela não tem asa para voar."  João&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo o que a gente jogar vai cair no chão?"  Monique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vai! Só passarinho que não."  Giovanna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o que puxa as coisas para o chão?"  Monique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ímã!"  Giovanna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesta parte da Terra está de noite porque os raios do Sol não tão batendo aqui. Eles tão batendo do outro lado do planeta, que vai girando ao redor do Sol. Quando anoitece, é o Sol que está escondido atrás das nuvens." Anita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, a lógica científica não é o principal parâmetro da criança para esclarecer o funcionamento das coisas. "Ela relaciona o que lhe parece adequado, sem necessitar submeter a ideia a convenções preestabelecidas", afirma Heloysa. Sem se dar conta, os pequenos criam metáforas para explicar a realidade. "Daí a riqueza poética de sua forma de pensar. Entender o Sol e a Lua como namorados brigados que nunca ficam juntos segue o mesmo padrão de raciocínio apresentado por Camões, em Os Lusíadas, ao tratar uma pedra grande por Gigante Adamastor. É algo da natureza do pensamento infantil que apenas os artistas não abandonam em prol da lógica prática."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ainda levar em conta que a criança constrói formulações de acordo com suas possibilidades cognitivas. Os conhecimentos científicos - complexos e abstratos que requerem um raciocínio hipotético-dedutivo - ainda são inacessíveis aos pequenos. Mas é na Educação Infantil que eles começam um percurso de aprendizagem e desenvolvimento que os tornará capazes de operá-los melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) diferenciou os dois tipos de conceito que convivem na compreensão da criança pequena sobre o mundo que a cerca: os científicos (assimilados na instrução formal) e os cotidianos (obtidos no convívio prático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensador desenvolve sua teoria com base na ideia de que os primeiros saberes da criança sobre o mundo vão se sofisticando ou perdendo espaço para outros, mais próximos dos conhecimentos científicos. "Primeiro, ela conhece o cachorro da casa dela. Em seguida, vai entendendo que aquele cachorro é um ser vivo, para depois assimilar que pertence à espécie dos canídeos e também é um mamífero", explica Teresa Cristina Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista nas obras de Vygotsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As formulações criadas pelos pequenos nos primeiros anos de vida também estão ligadas a situações e elementos proporcionados pelo meio em que vivem. Ao ver uma foto de uma nebulosa (corpo celeste gasoso e nevoento), uma menina de 4 anos define: "É uma nave alienígena" - algo que dificilmente seria dito por uma criança de uma comunidade indígena isolada. A linguagem, portanto, é apenas uma das condições para o pensamento abstrato, que ajudaria a moldar esse olhar da criança e a sua forma de construir formulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a cultura influencia a observação e a explicação de fenômenos, também não se pode retirar da criança o papel principal do desenvolvimento de seu próprio pensamento. "Ela não se contenta em repetir o que é dado culturalmente. É ativa e produz em cima disso", argumenta Monique Deheinzelin, assessora da Escola Comunitária de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa construção, no entanto, alguns cuidados precisam ser tomados. Embora a explicação pessoal para os fenômenos naturais tenha grande importância no desenvolvimento infantil, cabe à escola aproximar os pequenos dos conhecimentos científicos. E isso vai se dando aos poucos. A criança pode até saber que está de noite porque os raios do Sol não batem aqui, em uma explicação que faria acelerar o coração de qualquer docente da pré-escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma conversa, no entanto, ela pode dizer que anoitece quando o Sol está escondido atrás das nuvens (leia a frase acima). Como analisa Zilma de Moraes Oliveira, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Ciências Sociais e Letras da USP, em Ribeirão Preto, a 315 quilômetros de São Paulo, o docente não deve nem ignorar o raciocínio infantil nem impor a teoria adulta. "O educador deve criar um ambiente de escuta. É uma atitude de inclusão da criança em um ambiente de reflexão", diz. "Compreendendo a linha de pensamento dos pequenos, o docente localiza pontos para intervir", afirma.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-7220687356401664602?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/7220687356401664602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=7220687356401664602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7220687356401664602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7220687356401664602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/11/o-pensamento-infantil-sobre-os.html' title='O pensamento infantil sobre os fenômenos naturais'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-2633256227044493276</id><published>2009-11-01T11:42:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T11:43:58.601-08:00</updated><title type='text'>García Lorca em todas as encarnações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A poesia não quer adeptos: quer amantes”, disse certa vez o poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, que viveu de acordo com suas palavras até ser fuzilado em 1938 por adeptos do regime franquista que se instalara em seu país. García Lorca foi uma das primeiras vítimas das cerca de um milhão que morreriam na Guerra Civil Espanhola (1936-1939).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                               &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;García Lorca não era militante das causa políticas mas, mesmo assim, não abria mão da sua liberdade. Ao morrer por ela, tornou-se uma espécie de mártir para os escritores de sua geração. No Brasil, foi tema de trabalhos dos também poetas Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e Vinicius de Morais, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocasião de sua morte até hoje é desconhecida. Na sua cidade natal, Granada, onde foi refugiar-se assim que a situação apertou na Espanha, seus habitantes evitam falar do episódio. Acredita-se que o corpo do poeta tenha sido enterrado em uma vala comum na companhia de outras três pessoas: Francisco Galadí, Joaquín Arcollas e Dióscoro Galindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, no entanto, começaram escavações na mesma região onde se crê que o escritor esteja enterrado. O objetivo da empreitada é identificar outros corpos que tiveram o mesmo fim de García Lorca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à incerteza sobre as circunstâncias de seu assassinato e seu sepultamento, pode ser que a partir dessas investigações sejam descobertos seus restos mortais em algum outro lugar, que não o que se acredita. Uma lenda regional diz que o corpo do poeta teria sido levado para sua casa – onde agora funciona um museu em sua homenagem – poucos dias depois de ter sido enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendas à parte, a família García Lorca é totalmente contra a exumação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme “O desaparecimento de García Lorca” (The Disappearance of Garcia Lorca, 1996), baseado no livro de Ian Gibson, trata dessa dúvida quanto à circunstância da morte do poeta. No drama, um jornalista e admirador de García Lorca volta a Granada anos depois da morte de seu ídolo (interpretado por Andy Garcia) para tentar descobrir a verdade a respeito do assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Opera Mundi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-2633256227044493276?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/2633256227044493276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=2633256227044493276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2633256227044493276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2633256227044493276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/11/garcia-lorca-em-todas-as-encarnacoes.html' title='García Lorca em todas as encarnações'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-5357438383814594332</id><published>2009-10-24T16:00:00.001-07:00</published><updated>2009-10-24T16:00:47.296-07:00</updated><title type='text'>RJ: Sepe comemora acordo fechado com governo estadual</title><content type='html'>&lt;span class="titulomaior"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="corpo"&gt; Foi anunciado, no dia 21, um plano de carreira para os professores da rede pública estadual com carga de 40 horas, que vai beneficiar mais de seis mil ativos e inativos. O acordo foi feito entre o governo do Rio de Janeiro e o sindicato dos profissionais de educação (Sepe).&lt;/span&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="corpo"&gt;Ficou estabelecido que os docentes incluídos na categoria Doc II (do 6º ao 8º ano do ensino fundamental e do ensino médio) passam a ser classificados no nível 4 do plano de carreira fixado para os profissionais de 20 e 16 horas. Já os professores Doc I (do 1º ao 5º ano do ensino fundamental) passam ao nível 6.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="corpo"&gt;Agora, o governo irá enviar à Alerj esse projeto para ser debatido e aprovado pelos deputados. A implementação se dará a partir de janeiro de 2010. Segundo o governo do estado, as gratificações relativas ao mestrado e doutorados também serão regulamentadas no projeto de lei.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="corpo"&gt;A decisão representa aumento de 40% nos vencimentos brutos dos professores e um impacto de R$ 46 milhões a mais aos cofres públicos do Estado no orçamento do próximo ano. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="corpo"&gt;A inclusão desse segmento no plano é uma luta da educação estadual que começou há mais de 15 anos. No entanto, os funcionários administrativos continuam fora do plano. Na audiência houve o compromisso de se realizar uma nova reunião para discutir especificamente a situação destes servidores. No dia 27, uma comissão irá à Alerj para pedir a aprovação do projeto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-5357438383814594332?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/5357438383814594332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=5357438383814594332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/5357438383814594332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/5357438383814594332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/10/rj-sepe-comemora-acordo-fechado-com.html' title='RJ: Sepe comemora acordo fechado com governo estadual'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-4330011738526267313</id><published>2009-10-24T15:31:00.001-07:00</published><updated>2009-10-24T15:44:10.348-07:00</updated><title type='text'>PCdoB: Comitê Central debate caminho brasileiro para o socialismo</title><content type='html'>&lt;!-- Box Imagem Topo --&gt;       &lt;div class="imagem-box imagem-box-3" style="width: 415px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                &lt;img src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/img1-p42343.jpg" alt=" Renato Rabelo" width="413" /&gt;        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na abertura da 14° Reunião do Comitê Central, Renato Rabelo apresentou a proposta do Programa Socialista para o Brasil&lt;/p&gt;       &lt;/div&gt;             &lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A última reunião o Comitê Central antes da plenária final do 12° Congresso do Partido Comunista do Brasil teve início, nesta sexta-feira (23), com o debate da proposta de um Programa Socialista para o Brasil, cuja versão final foi apresentada por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, para ser submetida à deliberação pela direção comunista.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;                               &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;Estava pautado também o debate e a aprovação do projeto de Resolução Política ao 12º Congresso do PCdoB sobre a Situação Conjuntural do Brasil, o projeto de Resolução Política sobre a Situação Internacional, o Balanço do Trabalho de Direção do PCdoB 2005-2009, a proposta de Regimento Interno do 12º Congresso, além da apresentação do balanço da mobilização partidária ao 12º Congresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Na apresentação do Projeto de Programa Socialista para o Brasil, abrindo os trabalhos, Renato Rabelo ressaltou o esforço de síntese feito para produzir um documento mais enxuto, preciso e, por isso, que possa conquistar um maior número de leitores e, ao mesmo tempo, apresentar as teses ali defendidas com mais nitidez e clareza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Ele chamou a atenção para alguns pontos. Primeiro, ressaltou que, ao tratar do Brasil, o Projeto enfrenta algumas opiniões negativistas sobre a história e a construção de nosso país, que existem mesmo no campo progressista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Lembrou os dois ciclos de avanço civilizatório já vividos pelo país - o primeiro incluindo a formação do povo, da Nação e do Estado, e o segundo marcado pelo nacional desenvolvimentismo inaugurado pela revolução de 1930, com o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores, e com o progresso educacional e cultural. Mas cujos resultados são avaliados negativamente por análises controversas que ressaltam os problemas - entre eles a escravidão e o massacre das lutas pela liberdade - e esquecem o resultado positivo e grandioso da formação de um povo novo e uno, com uma cultura nova e uma civilização própria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O segundo ciclo esgotou-se, lembra Renato. E a eleição de Luis Inácio Lula da Silva, em 2002, abriu uma nova etapa em nossa história, abrindo a perspectiva de um terceiro ciclo, um novo horizonte em cujo limiar o país se encontra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Essa perspectiva resulta do desenvolvimento político do país e aponta para o início da transição para uma nova sociedade, a sociedade socialista. Mas isto ainda não basta, advertiu Renato. O projeto de Programa Socialista precisa apontar a transição, o caminho a ser trilhado para que se alcance este objetivo estratégico. Este caminho é o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, que o projeto de Programa Socialista denomina, muito corretamente, de "caminho brasileiro para o socialismo". E que precisa também ser apresentado de forma concreta, contemplando por exemplo as formas de financiar o desenvolvimento, parte que foi acrescida ao texto proposto à aprovação do Comitê Central. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;b&gt;Questões controversas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O debate travado no Partido sobre o projeto de Programa Socialista mostrou um amplo apoio às idéias ali apresentadas, destacou Renato. E ele destacou algumas teses que tiveram ampla repercussão. Uma delas é a da correlação entre o terceiro salto civilizacional e a transição para o socialismo. É um programa que "se encaixa no processo histórico brasileiro" e dá "concretude ao projeto estratégico" brasileiro, que é a conquista de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e que, nestas condições, "está no nível da política atual". Não é portanto uma proposta abstrata. Outra tese de ampla aceitação foi a centralidade da questão nacional uma vez que um projeto dessa natureza não se desenvolve fora do contexto nacional. Sua característica é essencialmente antiimperialista e ele envolve toda a nação, exceto a parcela aliada aos interesses imperialistas. Além disso cresceu a ideia da busca de um socialismo brasileiro, consagrando a idéia de que não há um caminho único para a nova sociedade, e indicando a necessidade de construção desse caminho próprio, nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Mas há também um conjunto de outras questões que Renato Rabelo considerou como controversas entre os comunistas. Uma delas é a tese do povo uno, novo e singular. Há povo negro, como muitos defendem? Não, pensa ele: há povo brasileiro, resultado de um processo histórico secular que amalgamou origens humanas americanas, africanas, européias e, mais tarde, asiáticas; há também micro etnias indígenas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O essencial, pensa ele, é o reconhecimento de que os brasileiros formam um povo novo e uno. É preciso reconhecer que há tensões no meio do povo e que é preciso avançar em sua resolução pois não pode "haver nação forte com povo de deserdados". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;b&gt;Programa revolucionário e classista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Além disso há um questionamento do caráter revolucionário e classista do programa. Renato não tem dúvida a respeito: o programa é revolucionário e classista. Ele ressalta a questão da transição, que é o objetivo estratégico maior. E o ponto de partido para alcançá-la é a conquista do poder político estatal pelos trabalhadores da cidade e do campo, aliados às massas populares urbanas e rurais, às camadas médias, à intelectualidade progressista, aos empresários pequenos e médios e àqueles que se dedicam à produção e defendem a soberania da Nação. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento precisa representar um avanço em relação ao que já foi alcançado desde a posse de Lula, em 2003. Ele é o caminho, a transição, processo que não será feito com reformas parciais, mas reformas profundas que levam a rupturas. É um processo de acumulação de forças, que se faz com rupturas profundas. ele envolve a superação da fase rentista sendo, assim, uma forma de valorizar o trabalho e a renda dos trabalhadores ao apontar para a superação da defasagem hoje existente entre a renda do trabalho e a renda do capital. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, lembrou Renato, tem essência anti-imperialista, antilatifundiária e antioligarquia financeira e seu objetivo é superar a fase neoliberal e a culminância do capital rentista e parasitário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Outro tema lembrado por Renato Rabelo, e que ainda causa divergências entre os comunistas diz respeito à definição de proletariado. O que interessa, diz ele, é o conteúdo das formulações e, nesse sentido, lembrou que toda classe tem diferenciações em seu interior - e a classe trabalhadora também tem, da mesma forma, por exemplo, que a burguesia está dividida em frações de classe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Ele se referiu também à questão ambiental. Não se pode destruir o planeta, ressaltou. Entretanto, a partir desta constatação, os países ricos - cujo desenvolvimento foi responsável por graves agressões contra o meio ambiente - lembrando que, hoje, eles tentam impor a mesma divisão internacional do trabalho que os beneficie e coloca no centro da economia e do poder mundial, e que representa uma enorme desvantagem para os países pobres. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Finalmente, Renato Rabelo enfrentou o argumento que adverte para o risco de "eurocomunismo" representado pelas mudanças que o Partido vive nos dias atuais. O eurocomunismo, disse, colocou a questão e a luta institucional em primeiro plano, sendo uma experiência européia que levou à liquidação do partido. Mas, ressaltou, os riscos de liquidação existem pela direita e pela esquerda. Se houve o eurocomunismo, houve também a experiência do Partido do Trabalho da Albânia, que também fracassou. No caso brasileiro, disse, o erro que cometemos não foi o de enfatizar a questão institucional, mas o contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Cometemos o erro de, durante 15 anos, participar apenas parcialmente da batalha eleitoral, indicando poucos candidatos somente nas eleições proporcionais, e praticamente escondendo a legenda do Partido. E a participação comunista em governos e parlamentos é ainda pequena. A audácia de nossos tempos visa ganhar o tempo perdido, disse. Além disso, lembrou que o Partido defende uma reforma política com ênfase nos partidos e em seus programas e não nos candidatos, que é a única maneira de fortalecer as agremiações. Ressaltou, além disso, que o partido não atua apenas na esfera institucional, mas em três frente, de forma articulada: as frentes institucional, social e na luta de idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; De São Paulo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; José Carlos Ruy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-4330011738526267313?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/4330011738526267313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=4330011738526267313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/4330011738526267313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/4330011738526267313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/10/pcdob-comite-central-debate-caminho.html' title='PCdoB: Comitê Central debate caminho brasileiro para o socialismo'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-7221513052589132287</id><published>2009-09-26T07:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T07:56:39.598-07:00</updated><title type='text'>Neurônios e materialismo dialético</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gás neurotransmissor unifica estados contrários no cérebro: ponto para a filosofia marxista? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O filósofo alemão Friedrich Engels, autor de Dialética da Natureza, não imaginou que a neurociência proveria exemplos práticos de sua primeira lei da dialética (foto: Wikimedia Commons). Minha geração, que hoje é sexagenária, viveu um período rico de embate de ideias na década de 1960, época em que pontificavam os princípios do materialismo dialético. Lembro bem desse embate, especialmente dos aspectos que se referiam à ciência. Nesse campo, o suprassumo de nossas leituras filosóficas era A Dialética da Natureza, do filósofo alemão Friedrich Engels (1820-1895). Nesse livro, Engels expôs os seus três princípios fundamentais da natureza: a lei da unidade e do conflito de contrários, a lei da passagem do quantitativo ao qualitativo e a lei da negação da negação. Sobre a primeira lei, Engels entendia que na natureza as coisas geralmente são determinadas pela ação mútua de dois polos opostos, e que a existência desses polos lhes conferia uma unidade. Assim, cada objeto ou fenômeno natural seria o resultado unificado da interação de forças contrárias. O problema era compreender isso aos 18 anos. Confesso que repetia, admirado, a concepção de Engels, escondendo minha dificuldade em aceitar de que modo um fenômeno podia ser ao mesmo tempo unificado e dividido. Os físicos tinham vários exemplos à mão, como o átomo, composto por prótons e elétrons, e os dois polos dos ímãs. Mas, na incipiente neurociência da época, os exemplos eram escassos. Fiquei surpreso, agora, ao achar tardiamente um exemplo prático da primeira lei da dialética, quando me deparei com uma descoberta importante que acaba de ser publicada por um grupo de pesquisadores franceses. Eles mostraram como o cérebro é capaz de controlar continuamente a sensibilidade dos neurônios, regulando-a para os altos e baixos do fluxo de informações do dia a dia. O neurônio e seus dois contrários Neurônios são células excitáveis, o que, na prática, significa que produzem sinais elétricos que codificam informações provenientes de outros neurônios ou diretamente do ambiente. A excitabilidade do neurônio é possibilitada por uma membrana que o envolve, capaz de separar os íons de dentro daqueles que ficam fora da célula, criando uma diferença de potencial elétrico sobre a qual ocorrerão os sinais do código neural. O cérebro precisa manter os neurônios “à flor da pele” enquanto estamos acordados, deixando-os prontos para disparar seus sinais de informação a qualquer momento e quaisquer que sejam as condições ambientais. Imagine a dificuldade. Você tem que ser capaz de entender o que um conferencista está dizendo, esteja o público em silêncio ou conversando. Tem que ser capaz de inserir a chave exatamente no buraco da fechadura no claro ou no escuro, e deve acertar o passo na direção certa, sozinho ou no meio de uma multidão.&lt;br /&gt;Os dois elementos opostos que constituem o sistema nervoso: a célula verde é um neurônio piramidal (excitatório) em uma fatia do córtex cerebral e as células vermelhas são neurônios inibitórios (foto: Thomas Nevian, da Universidade de Berna, Suíça). Para isso, cada neurônio tem a sua excitabilidade regulada continuamente – entre o silêncio e a insensibilidade do sono e o alerta e a extrema vivacidade da vigília. O caso é que a excitabilidade de cada neurônio é regulada pela interação de dois contrários: excitação e inibição. E essas funções contrárias são providas por tipos opostos de sinapses (os pontos de contato e troca de informações entre neurônios): excitatórias e inibitórias. A coisa funciona assim: nos circuitos cerebrais, cada neurônio recebe milhares de sinapses de outros neurônios. Algumas são excitatórias e outras, inibitórias. Enquanto as primeiras mantêm o neurônio “à flor da pele”, as segundas o tornam menos sensível, bloqueando a informação incidente. Quando é necessário aumentar a sensibilidade do neurônio, predomina a atividade excitatória, e o contrário ocorre quando é necessário “adormecer” o neurônio um pouco. Tudo isso no meio do bombardeio constante de informações (excitatórias) provenientes do meio ambiente que muda a cada momento: sons, movimentos do corpo, luzes, imagens e assim por diante. Neuroplasticidade homeostática A questão fundamental da biologia do neurônio, então, é saber como se dá a regulação dinâmica da sua excitabilidade, isto é, de que modo os circuitos conseguem manter a excitabilidade neuronal, aumentá-la ou diminuí-la conforme as circunstâncias. Em outras palavras: precisamos saber como o cérebro controla a sua própria excitabilidade, neurônio a neurônio, momento a momento. Essa questão foi abordada por um grupo francês liderado por Philippe Fossier, do Instituto de Neurobiologia Alfred Fessard, em Gif-sur-Yvette (França). Os pesquisadores definiram a capacidade de regulação do nível de excitabilidade dos neurônios como neuroplasticidade homeostática, aproveitando dois conceitos importantes (e contrários!): plasticidade – a capacidade de mudança do cérebro em resposta à dinâmica do ambiente – e homeostase – a capacidade de estabilização funcional frente a essa mesma dinâmica ambiental. A hipótese que propuseram é que os neurônios mantêm relativamente constante a sua sensibilidade ao ambiente – apesar das turbulências deste – por meio de um mecanismo de regulação do equilíbrio entre duas forças contrárias: a excitação e a inibição. Os pesquisadores trabalharam com experimentos relativamente simples. Cultivaram fatias de córtex cerebral de ratos, mantidas vivas e funcionais em laboratório, e nelas combinaram a estimulação elétrica simultânea de um grupo de neurônios com o registro dos sinais elétricos produzidos em neurônios isolados do mesmo circuito. Nessas condições, verificaram que o balanço entre excitação e inibição em cada neurônio cortical era constante: 20% de excitação, 80% de inibição. Ou seja: ao estimularem os neurônios com alta ou baixa frequências, o balanço permanecia o mesmo. Esse tipo de experimento tem a vantagem de tornar possível a adição de drogas ao frasco de cultura, e assim alterar controladamente a resposta do neurônio perante substâncias ativadoras ou bloqueadoras de cada etapa dos processos bioquímicos da excitação e da inibição. E o modo de ação dessas substâncias revela os mecanismos bioquímicos do processo. Um gás no controle da contradição dialética do córtex&lt;br /&gt;Os neurônios escuros são nitridérgicos, isto é, capazes de produzir óxido nítrico. Eles são os mantenedores do balanço dialético do córtex cerebral (foto: Marco Rocha Curado, que defendeu esta semana tese de mestrado sobre a morfologia dos neurônios nitridérgicos do rato na Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os experimentos realizados pela equipe francesa encontraram o responsável pela neuroplasticidade homeostática: o gás óxido nítrico. Essa estranha substância (um gás no cérebro?) é sintetizada por proteínas existentes dentro do neurônio e em outras células e imediatamente se difunde através das membranas para ativar moléculas dentro de todas as células que encontre no caminho, sejam neurônios, células de vasos sanguíneos ou quaisquer outras. O óxido nítrico é produzido por neurônios especiais distribuídos em mosaico em todo o córtex cerebral e demais regiões do cérebro. Esses neurônios possuem a enzima que sintetiza óxido nítrico e, segundo a equipe de Philippe Fossier, são os mantenedores do balanço excitação/inibição que garante a estabilidade da excitabilidade dos circuitos neuronais. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade: não é uma boa rima, mas é uma boa solução. Desse modo, nosso cérebro está dialeticamente preparado para manter-se capaz de responder às informações provenientes do ambiente, ou as produzidas pelas suas próprias maquinações interiores, independentemente das oscilações de ruído, luminosidade ou movimento corporal. Engels não podia supor que a sua primeira lei da dialética encontraria exemplos na neurociência. E muito menos os neurocientistas como eu poderiam supor que suas evidências poderiam ser associadas ao marxismo! Essa constatação não daria para consertar o mundo, mas é uma associação inusitada...  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SUGESTÕES PARA LEITURA F. Engels (2000) A Dialética da Natureza. Editora Paz e Terra, 238 pp. N. Le Roux e colaboradores (2006) Homeostatic control of the excitation-inhibition balance in cortical layer 5 pyramidal neurons. European Journal of Neuroscience, vol. 24: pp.3507-3518. N. Le Roux e colaboradores (2009) Roles of nitric oxide in the homeostatic control of the excitation-inhibition balance in rat visual cortical networks. Neuroscience, vol. 163: pp.942-951. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Roberto Lent Professor de Neurociência Instituto de Ciências Biomédicas Universidade Federal do Rio de Janeiro 24/09/2009 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-7221513052589132287?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/7221513052589132287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=7221513052589132287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7221513052589132287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7221513052589132287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/neuronios-e-materialismo-dialetico.html' title='Neurônios e materialismo dialético'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-338127335651253480</id><published>2009-09-23T21:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T21:12:27.277-07:00</updated><title type='text'>Sociedade Civil preside o ConSaúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Pela primeira vez em sua história, a presidência do Conselho Municipal de Saúde (ConSaúde) será exercida pela sociedade civil. Maria Auxiliadora, representante da Diocese de Petrópolis, foi eleita por unanimidade na reunião ocorrida terça-feira à noite, no auditório do Centro de Saúde. “A proposta é fazermos uma ação em conjunto, buscando medidas práticas e melhorando a saúde de nosso município”, frisou a nova presidente do ConSaúde. A eleição dela somente foi possível porque Carlos Henrique, coordenador do Fórum das Associações de Moradores de Petrópolis, Thiago Pires, diretor da Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (Fampe), e a secretária de Saúde, Aparecida Barbosa, retiraram suas candidaturas em prol da unidade do Conselho. Durante todo o dia de terça-feira, representantes da sociedade civil estiveram reunidos discutindo e se articulando para a eleição à noite. Durante os encontros, sempre pautada pela união da sociedade civil, representada pelas lideranças comunitárias e representantes de ongs e entidades, chegaram a um consenso com Thigo e Carlos Henrique, com apoio de representantes dos sindicatos e de outras lideranças, como Joel Martins, da Comunidade do Alemão, retirando seus candidatos e apoiando Maria Auxiliadora. “A participação deles nas discussões e articulação para termos uma chapa única no Conselho foi fundamental para nossa eleição” comentou Maria Auxiliadora. Para secretária executiva do ConSaúde foi eleita a representante do governo, Sheila Frederico de Souza Guimarães, e para a vice-presidência, Carlos Henrique. Para Maria Auxiliadora, a eleição do ConSaúde mostrou o amadurecimento do conselho e a consolidação da democracia “elegendo o primeiro presidente da sociedade civil e, melhor ainda, uma mulher”. Ainda falando sobre este momento único na história do Conselho, Maria Auxiliadora disse que chegou o momento da sociedade civil, agora na presidência e na vice-presidência, se mobilizar e dar sua contribuição para melhorar a saúde do município. “Não adianta só cobrar do governo. Temos que fazer a nossa parte” frisou, lembrando que desde a instalação do ConSaúde a sociedade civil sempre participou dando a sua contribuição, mas sem nunca estar na presidência. “A escolha de Maria Auxiliadora, em um consenso pacífico e consciente, mostra o amadurecimento deste conselho e prova para nós, administradores, que estes representantes da sociedade civil estão preparados para assumir este conselho e participar mais ativamente e com maior conhecimento das decisões na área da saúde”, declarou a secretária Aparecida Barbosa. Thiago Pires disse que durante a reunião ficou claro que a secretária de Saúde não seria eleita, “pois tínhamos 16 votos”. Segundo ele, havia uma recomendação do Ministério Público para que a secretária não assumisse a presidência do Conselho, o que segundo ele, reforçou a decisão da sociedade civil em eleger um representante para a presidência. Ele contou que Aparecida Barbosa leu a recomendação e explicou que, segundo o parecer da assessoria jurídica, não a impedia de ser candidata.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-338127335651253480?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/338127335651253480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=338127335651253480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/338127335651253480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/338127335651253480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/sociedade-civil-preside-o-consaude.html' title='Sociedade Civil preside o ConSaúde'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-962709148556050932</id><published>2009-09-20T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T15:39:32.200-07:00</updated><title type='text'>PARABÉNS CASCATINHA PELOS SEUS 136 ANOS!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Wilma Borsato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;17 de setembro de 1873.&lt;br /&gt;Naquele dia, D Pedro II por decreto, autorizou o funcionamento da COMPANHIA PETROPOLITANA DE TECIDOS, sem jamais imaginar que por trás dos lucros financeiros que o empreendimento pudesse trazer à jovem cidade, estava fazendo surgir à beira do Caminho Novo, no tão inexpressivo vilarejo, uma comunidade aguerrida, que mesmo após 136 anos de casos e descasos, não foge à luta&lt;br /&gt;Muito devemos a Bernardo Caymary, um visionário cubano que não aceitava as ideias escravocratas e escolheu o vale para sua indústria; aos portugueses, espanhóis, gregos e tantos outros imigrantes que por ali passaram. Mas em especial, aos italianos que chegaram vindos de sua terra natal, em busca de trabalho, em busca de sobrevivência, ou até mesmo fugindo dos maus tratos em fazendas brasileiras.&lt;br /&gt;As características e algumas tradições daquela “bona gente” que chegou a ser mais de 40% da população do bairro por volta de 1930 (entre natos e descendentes) se fazem presentes ainda hoje: a alegria, as brincadeiras, a festa aos padroeiros, o foguetório, a fé, o trabalho e principalmente a coragem para enfrentar as adversidades, vive em seus descendentes.&lt;br /&gt;Algumas lutas foram travadas ao longo desses anos:&lt;br /&gt;A indústria que fez o lugarejo prosperar ao ponto de ter vida própria, com escola, hospital, creche, posto de saúde, cooperativa, clube, sede própria de escoteiros, cinema, ranchos, bandas, grupo de teatro, etc..., foi a mesma que transformada em Companhia Imobiliária, somada à irresponsabilidade do poder público, permitiu o crescimento desordenado do lugar, transformando-o por completo e tirando-lhe o que tinha de melhor: a qualidade de vida de seus moradores.&lt;br /&gt;Ainda assim, como Davi enfrentando Golias, a comunidade uniu-se. Há 25 anos formou a ADMA (Associação em Defesa aos Mananciais do Alcobaça) e conseguiu impedir a transformação da Floresta do Alcobaça, em área de especulação imobiliária pelo extinto BNH. A ameaça continuava. A comunidade manteve-se perseverante, até que hoje a floresta pertence ao IBAMA e podemos dormir tranquilos.&lt;br /&gt;Caminhadas pela floresta, acompanhadas por guias, podem ser agendadas na sede da associação (ao lado da antiga estação em Cascatinha).&lt;br /&gt;Mostrando a força da união, quando a Matriz de Cascatinha, patrimônio tombado pelo IPHAN, estava com seu belíssimo teto desabando pelo ataque de cupins, suas paredes precisando de pintura e a estrutura, de reparos, o povo do lugar contribuindo com seus parcos recursos e contando com a boa vontade de outros amigos anônimos, impediram que tivéssemos hoje o prédio interditado e sem condições de uso.&lt;br /&gt;Fato semelhante aconteceu com a antiga estação de Cascatinha. Por muito tempo a comunidade insistiu junto à Rede Ferroviária, para que não deixasse desaparecer o prédio que tantas histórias traziam ao bairro. Foram mais de 20 anos de luta incessante para a transformação do espaço, no Centro Cultural onde está preservado, da melhor forma possível ao alcance da comunidade e sem contar com recurso público, as quase 2.000 fotos e objetos oferecidos pelos moradores e tão caros à memória daquela gente.&lt;br /&gt;O Centro já registrou a presença de milhares de visitantes, inclusive vindos do exterior. Escolas agendam visitas monitoradas e universidades buscam-no para pesquisa. Infelizmente não há como mantê-lo aberto durante a semana; o que talvez venha dificultando a visita do Presidente da Fundação de Cultura para conhecer o local.&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez, estamos apreensivos: que destino terá o magnífico prédio da Companhia Petropolitana? No abandono em que está, realmente não pode ficar. Mas queremos discutir sua destinação. É importante que os interessados em adquiri-lo, saibam o seu significado para a cidade e principalmente para nós. Poderemos ser parceiros em sua recuperação ou mais uma vez, lembraremos o hino: verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora à própria morte, terra adorada... ”&lt;br /&gt;Não é a toa que Cascatinha já deu a Petrópolis três prefeitos e uma vereadora, descendentes daquela brava gente que por ali passou. Não foram filhos ou netos de fidalgos.... mas daquela massa trabalhadora que até hoje constrói a riqueza da nação.&lt;br /&gt;Por tudo isto e muito mais, PARABÉNS CASCATINHA&lt;br /&gt;Petrópolis,17 de setembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-962709148556050932?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/962709148556050932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=962709148556050932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/962709148556050932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/962709148556050932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/parabens-cascatinha-pelos-seus-136-anos.html' title='PARABÉNS CASCATINHA PELOS SEUS 136 ANOS!'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-8624144926278340140</id><published>2009-09-20T15:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T15:28:18.471-07:00</updated><title type='text'>Decisão de Mustrangi de governar só com PT e PPS afasta outros partidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A decisão tomada pelo PCdoB, de ficar numa posição independente e crítica com relação ao Governo Paulo Mustrangi, pode ser o caminho de outras siglas partidárias, que mesmo demonstrando vontade de conversar com o prefeito, não conseguem espaço. Esta semana, o presidente do PSDC, Antônio Retondaro, confirmou que conversou com o chefe de Gabinete, Wilson Franca, e que tudo ficou neste encontro, com a promessa de que voltariam a conversar. As críticas do vereador Luiz Eduardo (Dudu - PSDC) ao governador Sergio Cabral, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que deve ter o apoio do PT para tentar reeleição, podem contribuir para distanciar o PSDC do governo Mustrangi. Retondaro não comenta esta situação, mas nos bastidores há comentários de que Dudu poderia apoiar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho e por isso já fazia críticas ao governador Cabral. Verdade ou não, o fato é que em meio à crítica ao governador, Dudu deixou escapar que “vem gente nova para o governo do Estado”. Esta frase, mesmo dita em meio à euforia de suas críticas e pela revolta com o retorno de cinco viaturas da PM para o Rio, sinaliza uma mudança de postura do vereador. Mas Dudu não é o único a tomar este rumo. O vereador Osvaldo do Vale (Vadinho - PSB) também se posiciona contra o governador e é o que mais tem criticado o prefeito Mustrangi. No entanto, seu partido - PSB - caminha para apoiar o governador Sergio Cabral e também o PT, já que faz parte da aliança nacional. Ao contrário do PCdoB, que definiu sua posição com relação ao governo municipal, o PSB vem mantendo uma postura crítica, por causa das denúncias que o prefeito Mustrangi tem feito à administração Rubens Bomtempo, mas sem se declarar oposição. Siglas partidárias como o PV, PTB, PSC, PDT e outras tentam a todo momento abrir um canal de diálogo com o Governo Mustrangi, mas, até o momento, o Governo aceitou conversar apenas com as lideranças destes partidos com mandato. Não há dúvida que o prefeito Mustrangi mantém um bom relacionamento com os deputados estaduais Marcus Vinicius (PTB) e Ronaldo Medeiros (PSB), o mesmo ocorrendo na Câmara, onde o relacionamento tem sido bom a partir da liderança do presidente, vereador Bernardo Rossi (PMDB). Na sua ida à Câmara esta semana, o prefeito Paulo Mustrangi deixou transparecer por que conversa com todos os políticos com mandato e tem dificuldade com os partidos. “Vou dar espaço a todos que estenderem a mão para Petrópolis. A todos que trouxerem verbas para a cidade”, declarou, citando os deputados federais Jorge Bittar (PT), Leandro Sampaio (PPS), Hugo Leal (PSC) e outros. O mesmo fazendo com os deputados estaduais. Para os presidentes de partidos, a decisão de fechar o governo ao PPS e PT pode isolar a administração municipal, principalmente durante o pleito eleitoral de 2010. Na avaliação de Pedro Cross, presidente do PCdoB, o que está ocorrendo é que a administração Mustrangi está confundindo questões administrativas com questões políticas, deixando de formar um governo de coalizão, “como fez o presidente Lula para administrar o país”. Mas não são apenas os partidos com dificuldade para dialogar com o governo municipal. As lideranças comunitárias também estão enfrentando o mesmo problema. Carlos Henrique, um dos coordenadores do Fórum Popular das Associações de Moradores, disse que, apesar das tentativas de se manter um diálogo, o discurso do governo sempre passa pela dívida da Prefeitura. O vereador Dudu, numa de suas intervenções na Câmara, comentou que “tudo que falamos com o governo a resposta começa pela dívida, ninguém aguenta mais”. A dificuldade das lideranças comunitárias em conversar com o governo já foi comentada na Câmara. Foi citada inclusive a Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (Fampe), como uma das entidades do movimento comunitário que não conseguem ampliar a conversa com o governo. O vereador Jorginho do Banerj (PSB), numa de suas intervenções, comentou que tem andado pelas comunidades e a reclamação é muito grande. “Tenho conversado com muitas lideranças que reclamam, pois não conseguem discutir nada com o governo e nem obtêm respostas às suas reivindicações”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fonte: Tribuna de Petrópolis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-8624144926278340140?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/8624144926278340140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=8624144926278340140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8624144926278340140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8624144926278340140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/decisao-de-mustrangi-de-governar-so-com.html' title='Decisão de Mustrangi de governar só com PT e PPS afasta outros partidos'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-8109816075657234632</id><published>2009-09-16T18:24:00.001-07:00</published><updated>2009-09-16T18:24:49.755-07:00</updated><title type='text'>PCdoB a caminho da oposição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;Depois de esperar por oito meses para fechar um acordo político com o Governo Paulo Mustrangi e não obter sucesso, na noite de sexta-feira, durante sua conferência municipal no Colégio Opção, o PCdoB decidiu adotar uma posição independente e crítica com relação à administração Mustrangi. Eleito para o quinto mandato como presidente do partido, Pedro Cross disse que a conferência liberou a direção da sigla na cidade para tomar qualquer decisão, inclusive ir para a oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo seu presidente, o PCdoB vai discutir o modelo de gestão adotado para a Cultura, Educação e Saúde, inclusive o Serviço Social Autônomo do Hospital Alcides Carneiro (Sehac). Modelos que, segundo Cross, preocupam, principalmente a privatização de serviços da Saúde. "Temos posição formada sobre estas e outras questões, e acredito que poderíamos contribuir com o governo com uma discussão interna, mas agora a faremos publicamente, conforme decisão da nossa conferência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Pedro Cross, muitas pessoas estavam pensando que "por sermos aliados tradicionais do PT tudo estaria resolvido em 2010, com o apoio do partido a Dilma Rosset. As coisas não são assim, uma coisa é aliança nacional e outra é a situação no município". Em nível nacional, somos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas no município, até o momento, não temos acordo, "pois se instalou um governo petista que não quer ou tem dificuldades em chegar a um acordo político".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova postura do PCdoB é decorrente de seis conversas com o governo Mustrangi, sempre convidados para o encontro, e que não deram em nada. A última ocorreu com a vinda da ex-deputado Jandira Feghali para a entrega de sete viaturas, quando ela deu um prazo até o dia 11 de setembro para que o prefeito Mustrangi manifestasse se queria ou não o PCdoB no governo. Como das outras vezes, nada ocorreu, por isso, na noite de sexta-feira, a decisão da conferência comunista, com a presença de um membro do Comitê Central, foi pela independência crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Pedro Cross, o acordo político não aconteceu porque o Governo Mustrangi está confundindo questões administrativas com questões políticas. "Temos uma leitura diferente, pois não seríamos um problema, mas estaríamos indo para o governo para ajudar a solucionar os problemas, buscando, através de nossas lideranças, verbas para o Município. Eles (governo) nos colocam na esfera dos problemas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, o presidente Lula é um exemplo para se construir a governabilidade, pois formou um governo de coalizão, unindo diversas forças políticas, mas sem abrir mão de seu projeto social. "Infelizmente, a opção do prefeito Paulo Mustrangi é governar a cidade com as forças originais que o conduziram à Prefeitura", frisando que o prefeito deveria seguir o exemplo de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação ao endividamento da Prefeitura, Pedro Cross disse que de fato é um limitador, mas lembrou que Petrópolis não é a única cidade com este problema e que as demais estão caminhando, "o que precisamos é de uma posição mais firme na busca das soluções". Ele lembrou ainda que todos que estão hoje na Prefeitura tiveram sua parte no endividamento, pois fizeram parte do governo de Leandro Sampaio e também de Rubens Bomtempo. "Cada um com seu nível de responsabilidade criou a dívida".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-8109816075657234632?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/8109816075657234632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=8109816075657234632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8109816075657234632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8109816075657234632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/pcdob-caminho-da-oposicao.html' title='PCdoB a caminho da oposição'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-2512939512350189745</id><published>2009-09-02T17:26:00.001-07:00</published><updated>2009-09-02T17:26:48.995-07:00</updated><title type='text'>Lideranças nacionais prestigiam ato de filiação ao PCdoB no DF</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deputados federais, lideranças sindicais, militantes do PCdoB e também o presidente nacional do partido Renato Rabelo prestigiaram na noite desta terça-feira a filiação de Cláudio Avelar ao PCdoB em Brasília&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;                               &lt;!-- Box Imagem Direita --&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="imagem-box imagem-box-2" style="width: 222px; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;        &lt;address&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gustavo alves&lt;/span&gt;&lt;/address&gt;        &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/claudioavelar969.jpg" alt="Ato de filiação" /&gt;&lt;/span&gt;               &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;                   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O presidente da Federação dos Policiais Federais Marcos Win, assim como diretores dos sindicatos dos policiais civis e policiais rodoviários federais também prestigiaram o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também participaram do ato a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) e o deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolinário Rebelo, presidente do PCdoB/DF destacou que "a luta dos servidores públicos, o combate ao crime organizado e a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento trouxeram o presidente do sindicato dos policiais federais do DF ao PCdoB. Bem vindo Cláudio Avelar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo destacou que o PCdoB está de braços abertos a todos que lutam em defesa do povo e do desenvolvimento. "Muitas vezes se debatem nomes sem que se tenha debatido um projeto. É fundamental que tenhamos claro qual o projeto que queremos construir para o país, um projeto de desenvolvimento econômico e social" saudou Rabelo. "É uma honra tê-lo em nosso partido" destacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avelar agradeceu a receptividade e destacou que se aproximou do PCdoB "pois eu vejo aqui um valioso exemplo dado pela sua militância que enfrenta sol e chuva para defender um novo país mais justo e solidários".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me perguntaram se eu estava louco, um policial federal no Partido Comunista, eu respondi que se o PCdoB tem um bando de loucos, eu também sou louco. Louco pela justiça, pela cidadania e louco pelo meu país" afirmou Avelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foram recebidas  uma dezena de filiações de policiais civis e federais, dispostos a contribuir com a luta dos comunistas do DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brasília&lt;br /&gt;Gustavo Alves&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-2512939512350189745?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/2512939512350189745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=2512939512350189745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2512939512350189745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2512939512350189745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/liderancas-nacionais-prestigiam-ato-de.html' title='Lideranças nacionais prestigiam ato de filiação ao PCdoB no DF'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-180752372787229929</id><published>2009-09-02T17:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T17:13:40.738-07:00</updated><title type='text'>Petropolitana assume cargo em órgão de direitos da mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;blockquote style="border-left: 2px solid rgb(16, 16, 255); padding-left: 5px; margin-left: 5px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;h6 class="EC_EC_text_flt_div" style="text-align: right;" align="left"&gt;ROGÉRIO TOSTA&lt;br /&gt;Redação Tribuna&lt;/h6&gt; &lt;p class="EC_EC_text_flt_div"&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="EC_EC_text_flt_div"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="cursor: pointer;"&gt;&lt;img src="http://187.45.205.176/administra/GED/Load-getData.php?ref=88356460&amp;amp;cli=88356459" height="133" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Drica Madeira, ex-diretora do Centro de Referência da Mulher de Petrópolis, assumiu ontem o cargo de coordenadora executiva da Superintendência de Direitos da Mulher do Governo do Estado. “Fiquei satisfeita com o convite, pois a cidade passa a contar com uma pessoa ligada à política estadual de atenção à mulher. Gostaria de estar trabalhando em Petrópolis, mas não foi possível”, comentou, deixando claro que fará o possível para trazer para a cidade as políticas do estado de enfrentamento à violência contra a mulher.&lt;br /&gt;Um dos papéis de Drica Madeira à frente da Coordenadoria Executiva será de manter contato com todos os 92 municípios do Estado, com objetivo de contribuir com os prefeitos para que instalem a política de enfrentamento à violência contra a mulher e para ampliar os serviços existentes, como em Petrópolis.&lt;br /&gt;Por causa de sua ligação com o PCdoB petropolitano, Drica contou que a direção do partido não queria que ela fosse para o estado, pois gostariam que assume algo em Petrópolis. “Infelizmente isto não foi possível e, apesar das conversas do PCdoB com o prefeito Paulo Mustrangi, não houve avanço e não tinha mais como ficar esperando uma resposta do governo municipal, já que o convite para assumir um cargo no estado existe desde o início do ano”.&lt;br /&gt;O convite para trabalhar na Coordenadoria Executiva surgiu durante a visita em Petrópolis da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freira, confirmado pela superintendente dos Direitos da Mulher no Rio, Cecília Soares.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="EC_EC_text_flt_div"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="EC_EC_text_flt_div"&gt;Fonte: Tribuna de Petrópolis&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-180752372787229929?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/180752372787229929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=180752372787229929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/180752372787229929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/180752372787229929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/petropolitana-assume-cargo-em-orgao-de.html' title='Petropolitana assume cargo em órgão de direitos da mulher'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-3326827408739973630</id><published>2009-09-02T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T17:11:26.869-07:00</updated><title type='text'>Protógenes explica por que escolheu o PCdoB</title><content type='html'>&lt;h2 style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, anunciou nesta quarta-feira (2) que escolheu o PCdoB como seu partido. "Esse partido consegue se superar, retirar todas as pedras e os espinhos do caminho e se colocar no cenário nacional aliado a uma proposta de um Brasil diferente. O PCdoB é a sigla vitoriosa, dentre todas as existentes", explica Protógenes nesta entrevista para Bernardo Joffily e Priscila Lobregatte, do &lt;b&gt;Vermelho&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                         &lt;!-- Box Imagem Esquerda --&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="imagem-box imagem-box-1" style="width: 200px; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;                &lt;img src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/0902prot1959.jpg" alt="" /&gt;        &lt;p&gt;Protógenes: "O Brasil é que tem de aparecer"&lt;/p&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                         &lt;span style="font-family: arial;"&gt;"Num primeiro momento foi difícil me convencer a me filiar a um partido político, a deixar aquilo que eu fazia antes – ser servidor público – e lançar-me a cumprir essa exigência maior da sociedade que é participar do processo político", relata Protógenes. "Mas, o mais difícil mesmo foi escolher..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Uma fila de siglas partidárias ofereceu suas fichas de filiação, de olho na elevada popularidade da causa que o delegado encarna. Ele cita o PSDB, DEM, PDT, PSB, PSol e PCdoB. Mas a dificuldade, segundo Protógenes, deveu-se a outros motivos, nâo à quantidade de pretendentes. Veja os trechos principais da entrevista exclusiva de Protógenes Queiroz; e em seguida o vídeo onde o delegado fala aos cidadãos brasileiros:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo Joffily: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Por que "o mais difícil" foi escolher o partido?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Porque, salvo raríssimas exceções, não temos partidos políticos no Brasil comprometidos com interesses nacionais. Temos partidos que atendem a interesses de grupos ou de pessoas. De tempos em tempos – principalmente em período eleitoral – essas legendas buscam o voto para legitimar o processo eleitoral, sem nenhum compromisso com a população. E afirmo que ficaria mais fácil para a população entender a política a partir do momento em que todos os escândalos ocorridos na República fossem resolvidos não à sombra, mas sim à luz do dia, de maneira que todos nós, cidadãos e eleitores, tivéssemos acesso às informações com a transparência a que temos direito. Qual senador foi à população explicar o que ocorria no Congresso? Ficam no parlamento se digladiando, flagelando a política brasileira. Eles mesmos se desqualificam e acabam desrespeitando o nosso voto, o que é mais grave. Estou decidindo hoje, dia 2, que essa participação política é necessária e a minha decisão é por um partido que atende às necessidades básicas da população e tem um projeto para o Brasil e esse partido é o PCdoB.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila Lobregatte: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Em seu blog, você diz que há uma falsa pluripartidarização no país...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Essa falsa pluripartidarização nasce num processo legitimado pela legislação eleitoral. Mas, seu real funcionamento não atende, como deveria, às transformações sociais que hoje o país e a sociedade necessitam. Os partidos muitas vezes sentam-se à mesa como se convergissem em um só interesse e as legendas tornam-se apenas um leque de opções abstratas para o eleitor. No entanto, eles negociam para atender a interesses de grupos e de pessoas. Outros partidos menores, para ter credibilidade, têm de se aliar a um de maior visibilidade que possa, por sua história, adotar um projeto de país que atenda àquelas necessidades. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Primeiro você escolheu um campo político e depois o partido que fizesse parte da base de sustentação do governo Lula. Qual o significado dessa opção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A política brasileira foi construída a partir de dois segmentos. Após a ditadura militar, um grupo se organizou para construir outro tipo de país. Mas esse grupo se dividiu logo no início da caminhada. Uma parte optou por uma política neoliberal e pensava “esse país teve grandes compromissos com o Estado e acabou alijando a sociedade. Então, vamos diminuir esse Estado e aumentar os compromissos com a sociedade”. Nasceu assim a figura do Estado mínimo, caracterizado pelas privatizações. Esse grupo achava que assim conseguiria atender às necessidades básicas da população com o dinheiro apurado nas privatizações e combater a miséria, aumentar acesso à educação, à segurança etc. Porém, esse modelo faliu porque o dinheiro sumiu sem nenhuma explicação, nem punição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; O outro bloco, de esquerda – que se formou com PT, PCdoB, PDT, PCB, PSB e mesmo PPS – tinha o objetivo de resistir a esse modelo neoliberal que não estava dando certo. O Estado praticamente deixou de existir e foi substituído por um grande conglomerado privado que mandava no país. Formou-se então um campo de resistência em torno dos trabalhadores. A classe operária, insatisfeita com esse modelo, se reuniu em torno de uma sigla chamada Partido dos Trabalhadores buscando, no processo de reconstrução do país, um modelo mais focado no social, nas populações mais carentes. Enfrentamos o processo político por meio do voto e vencemos com a eleição de Lula. E esta foi uma vitória histórica da classe produtiva. Um operário de pouco estudo deu certo porque tinha a visão de que o Estado precisava ser mais rápido em suas ações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Seu nome é muito associado à luta contra a corrupção. E para quem abre o jornal hoje, essa parece ser uma bandeira da oposição ao presidente Lula. Como fica essa conexão: ser um militante do governo Lula e um embandeirado da “luta anticorrupção”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Para mim, não foi difícil. Tive a percepção de que havia um projeto em movimento que precisa avançar e que não seria construído em quatro ou oito anos. Mas a minha percepção é de que nesses dois mandatos avançamos muito e conseguimos reverter aquele processo anterior em que o Estado não tinha nenhuma presença no campo social. Lula teve essa percepção e a coragem de, como primeiro projeto, implantar um programa de combate à fome, além do Bolsa Família, que consistem em levar uma fatia do bolo do Estado para a população mais carente, atendendo às suas necessidades mais primárias. Portanto, fatos ocorridos em suas administração não desqualificam o projeto de país que ele iniciou e o credencia como o presidente mais importante da história da República brasileira após Getúlio Vargas. Essa marca ninguém tira dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Acredita que houve exploração de certos fatos com o objetivo de desgastar o governo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Protógenes: Com certeza. Não posso revelar certos dados porque são sigilosos, mas posso afirmar que a desestabilização do Congresso Nacional e a desqualificação da classe política foi uma engenharia de setores ligados a esse Estado mínimo brasileiro e ao capital internacional para que o projeto de Brasil, liderado pelo presidente Lula e apoiado pelos partidos de esquerda, não fosse implementado. É o caso, por exemplo, do pré-sal. Lula tenta reverter um marco regulatório nefasto, atrasado e que privilegia o capital privado, montado em 1998 na era de Dom Fernando II, que mudou até a Constituição da República e passou como um rolo compressor sobre o Congresso para atender a esses interesses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Nós, comprometidos com os interesses da sociedade, temos que mobilizar a população e apoiar o presidente para que essa renda de exploração do pré-sal seja dividida pelo país inteiro e não usado apenas para atender aos estados mais ricos da Federação, como São Paulo e Rio de Janeiro. É uma visão sócio-econômica e política equânime e desenvolvimentista que visa o progresso e o atendimento das necessidades principalmente das camadas sociais mais pobres. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Por falar em pressão, a sua carreira como delegado da Polícia Federal vem sofrendo um bocado de pressão. O Protógenes Queiroz militante político está preparado para enfrentar a pressão triplicada que vai vir pela frente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sim. Quem passou por uma Operação Satiagraha, quem sabe todos os fundamentos que essa operação teve e que seu nome em sânscrito carrega, certamente vai conseguir superar todos os obstáculos e óbices. Sei que o meu caminho tem muitas pedras e espinhos. Mas todos esses obstáculos vão servir para fortalecer ainda mais a nossa luta, para que a vitória venha com bases mais sólidas e a participação de uma grande maioria de brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Você tem um projeto eleitoral, por exemplo, para 2010?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não é um projeto que vamos redigir, sentados numa sala, com vários técnicos. A população será ouvida para que saibamos quais são as necessidades de quem está na ponta, sofrendo. Esse sim vai ser o meu projeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;E mais especificamente está sendo construída uma candidatura sua em 2010?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sim, sim. Temos que continuar com o combate à corrupção, através de um sistema mais eficaz, mais transparente, na aplicação dos recursos públicos, conclamando o povo brasileiro para que vigie a verba pública e participe do processo de administração; fomentar a democracia participativa seja no campo da educação, da saúde, da segurança pública, da habitação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Boa parte dos problemas da política hoje é decorrente do sistema político. Que tipo de reforma seria necessária para melhora-lo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em primeiro lugar, um compromisso, não é? Não adianta lançarmos um projeto de reforma política num Congresso Nacional que não tenha legitimidade. Temos que sentar todos à mesa, todos os atores, todos os responsáveis, para discutir o Brasil, que tipo de país nós queremos e qual a via de construção e partir para um debate no Congresso onde as discussões não sejam aviltadas para se atender a interesses de grupos ou de pessoas. Tem de haver um pacto da indústria com o trabalhador, com o jovem, com o representante da sociedade carente, com os agricultores. Tem de haver uma discussão como nunca houve no Brasil. E para isso é preciso chamar a população e pedir que ela participe do processo. Alguns governantes tentaram fazer isso. Getúlio tinha essa prática, Brizola um pouquinho também. O próprio Juscelino... Acho que hoje falta isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Fiquei sabendo que a sua iniciação nas lutas partidárias aconteceu na juventude, no tempo da ditadura, em Niterói, no Partido Comunista Brasileiro...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; &lt;/b&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Mais precisamente em São Gonçalo... [as duas cidades fluminenses são vizinhas]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Bernardo:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;São Gonçalo. E agora a decisão é entrar no PCdoB...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Volta às origens...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Tem alguma coisa a ver? Qual o seu compromisso com essa ideologia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Aos 16 anos, quando eu era aluno do segundo grau, tive o primeiro contato com os meus mestres de ensinamentos na doutrina marxista-leninista. Eram quadros brilhantes, já com certa idade, inclusive viviam na clandestinidade, todos cassados, presos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Naquela época, com 16 anos, eu contestava porque havia um presidente general, saía, entrava outro. Em casa o meu pai era militar, homem do regime, eu perguntava e ele saía pela tangente: "Meu filho, vai tentar construir um Brasil maior. Não pense neste Brasil de hoje porque eu não tenho muito a esclarecer, a não ser o que o jornal e a Voz do Brasil já te dizem". Desde pequeno, eu tinha como hábito ouvir a Ave Maria, a Voz do Brasil e depois o Repórter Esso. E ler o jornal, todo dia de manhã cedo. Meu pai mandava comprar o jornal e eu tinha que ler junto com ele, para me informar. Então eu falei: "A culpa é do senhor porque agora tenho consciência”. E ele: "É isso que eu quero, mas tenha cautela". Com 16 anos, entendia o tipo de país que eu queria para mim e para os meus semelhantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; E então esses grandes comunistas me diziam: "Você vai participar do Partido Comunista Brasileiro, você tem o perfil, precisamos de jovens como você". Eu até tentei levar uns coleguinhas naquela época, mas ninguém topou. Era apenas eu sentado ali naquela mesa com um monte de gente mais velha, mas de muita sabedoria. Aqueles homens pensavam o Brasil. Ingresso no PCB na clandestinidade; filio-me, participo de muitas reuniões na clandestinidade. Inauguro um jornal, chamado Alerta Geral, que foi cassado na primeira edição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Na faculdade, entrei em contato com os companheiros da UNE, já ligados a movimentos de esquerda, ao PCB, PCdoB, MR8, o pessoal do MDB, e fiquei sendo delegado da UNE na faculdade, no primeiro congresso da UNE já saindo da clandestinidade. Na minha faculdade fui o único porque o diretório estava fechado. Desafiei o corpo diretivo da faculdade, composto por uns oficiais generais, e fui participar. Saí desse processo com uma posição ideológica bem sólida sobre o país que eu pretendia ajudar a construir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Quando veio a legalidade, participei das Diretas Já. Comecei a avaliar e fiquei um pouco decepcionado porque a esquerda começou a se fracionar para atender a interesses individuais e de grupos, e não do país, da população. Falei: “vou partir para uma carreira solitária, de maneira que a população seja agraciada com um brasileiro que empunhou uma bandeira e vai dar consequência a ela, evitando que o dinheiro público seja sangrado em atos de corrupção”. Estava muito bem, vivia otimamente. Mas minha vida virou uma confusão danada quando eu fui empurrado a uma arena, de uma forma injusta, que eu não queria. Mas eu acho que está escrito em algum lugar, no universo, no cosmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Em algum cantinho...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; ...É. Em algum cantinho alguma força arcana, divina, falou: "Olha, aparece agora" (risos). Então, apareci. E vi que o Partido Comunista do Brasil avançou e cresceu muito. Acredito que nesse processo político é o partido mais vitorioso, um partido que tem o passado que tem, sofreu as perseguições que sofreu, superou erros e tem uma política própria para o Brasil, um país em desenvolvimento, rico, multiétnico, religioso, decente. Esse partido consegue se superar, retirar todas as pedras e os espinhos do caminho e se colocar no cenário nacional aliado a uma proposta de um Brasil diferente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Neste cenário, o PCdoB é a sigla vitoriosa, dentre todas as existentes e isso acontece devido à responsabilidade dos quadros que têm a mesma origem que eu, que nunca se desviaram daquilo que aprenderam no passado e que têm compromisso com o futuro, com a construção de um Brasil que nós acreditamos: mais justo e mais digno. Isso sem muito alarde político. É um partido cujo plano político nacional não está na panfletagem, não está nessa atividade eleitoreira. Quando falei de estar ao lado do governo e ao mesmo tempo ter lidado com a corrupção, digo que pessoas que estavam com o presidente Lula tiveram outros compromissos que não com o Brasil e se desviaram do caminho. Mas existe uma proposta política de Brasil sendo implementada. Tem que se dar consequência a isso, não é? Sair desse processo é ser irresponsável. E aqueles que abandonam esse processo estão pensando nos seus próprios interesses ou estão magoados com alguma situação que ocorreu no passado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; Bernardo: &lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Seria o caso dos nossos amigos do Psol?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Não vou classificar. Todos os partidos têm as suas virtudes e os seus defeitos. Mas eu acredito que tem pessoas, até mesmo dentro do próprio PT, insatisfeitas com a política implementada, que não têm a nítida compreensão do que está ocorrendo e do resultado que isso alcançou, da virada que nós demos ao impedir a consolidação do sistema neoliberal no Brasil. Essa foi a grande virada, a grande sacada. E o Partido Comunista do Brasil deu uma grande contribuição com fundamentos. E Lula buscou esses fundamentos, o que fica nítido quando você pega e lê as resoluções do Comitê Central, o Programa do partido e as ações implementadas hoje no governo. E o partido fez isso em silêncio, sem aparecer, porque o necessário é que haja um ganho para a população. O Brasil é que tem de aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila:&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Voltando um pouco para a Operação Satriagraha: você mexeu com várias pessoas poderosas em outras operações, como o Hidelbrando Pascoal, Paulo Maluf etc. Só que quando você mexeu com o Daniel Dantas, veio a perseguição, veio o Gilmar Mendes. Por que mexer com o Daniel Dantas é tão complicado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; Protógenes: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Na verdade, eu não mexi com o Daniel Dantas. Eu mexi com o sistema neoliberal gerenciado pelo Daniel Dantas; neoliberal e criminoso, porque explorar as riquezas do nosso país de forma oculta e vendê-las, desviar recurso público, é crime. O que eu combati foi o sistema. Não foi o banqueiro condenado. Ele é apenas uma peça do sistema, que foi visivelmente exposto. Por isso eu sofri as agressões, do próprio Estado, das próprias instituições que se voltaram contra mim. Essas instituições são operadas por homens que evidentemente têm interesse em que se mantenha o status quo que o Daniel Dantas gerenciava. Isso um dia tinha que explodir. A ganância é tanta que eles chegaram ao absurdo de ter mais de 1.500 concessões de exploração do subsolo brasileiro; foram identificados e bloqueados mais de US$ 3 bilhões. Isso é o orçamento de muitas cidades brasileiras. Para mim, foi fácil porque eu não faço parte de sistema nenhum, meu sistema é o do povo brasileiro, é o do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Priscila: Ligado a isso veio a questão da "grampolândia". Disseram que tinham colocado grampo numa conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. E ficou comprovado que foi uma grande mentira. Como você vê esse tipo de ação da mídia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Protógenes&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;: Esse é um caso típico dessa engenharia com o objetivo de desestabilizar o governo Lula no segundo mandato. Sucessivos escândalos surgiram e vão surgir para consolidar a impunidade de quem tem dinheiro e poder. Isso desqualificou a Justiça, desqualificou um senador da República. Quando você desqualifica a Justiça, facilita e consolida a impunidade no Brasil porque fica claro que a Justiça só vai punir o pobre, o desempregado, o negro. Os bandidos mais perigosos da nação estão soltos, e cheios de dinheiro, aqui ou fora do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-3326827408739973630?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/3326827408739973630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=3326827408739973630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3326827408739973630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3326827408739973630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/09/protogenes-explica-por-que-escolheu-o.html' title='Protógenes explica por que escolheu o PCdoB'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-6640310555464717704</id><published>2009-07-21T21:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T21:54:42.522-07:00</updated><title type='text'>A ditadura da mídia</title><content type='html'>&lt;table style="width: 397px; height: 1774px;" class="contentpaneopen" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;   &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="70%" align="left"&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" align="right"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;    &lt;tr&gt;  &lt;td colspan="2" valign="top"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td colspan="2" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://www.democraciasocialista.org.br/ds/images/stories/capainternet.jpg" alt="" width="130" align="left" border="0" height="189" hspace="6" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a mídia hegemônica exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”. Pra contribuir com esse debate, conheça aqui o livro de Altamiro Borges, &lt;em&gt;A ditadura da mídia&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura tendenciosa de inúmeros processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Na América Latina rebelde, as mudanças no setor são as mais sensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Brasil, a mídia controlada por meia-dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade. Na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político. Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais. O governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar a luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de informação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e nem mesmo na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais percebem que esta luta estratégica exige o reforço dos veículos alternativos, a denúncia da mídia burguesa e uma plataforma pela efetiva democratização da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;strong&gt;A ditadura da mídia&lt;/strong&gt; tem o modesto objetivo de contribuir com este debate. Não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política. Ela não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação. O livro foi prefaciado pelo professor Venício A. de Lima, um dos maiores especialista no tema no país, e apresenta também um comentário do jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele reúne cinco capítulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Poder mundial a serviço do capital e das guerras;&lt;br /&gt;2- A mídia na berlinda na América Latina rebelde;&lt;br /&gt;3- Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil;&lt;br /&gt;4- De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa;&lt;br /&gt;5- Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplar custa R$ 20,00. Na venda de cotas para entidades sindicais e populares (acima de 50 exemplares), o valor unitário é de R$ 10,00. Para adquirir sua cota, escreva para: &lt;a href="mailto:aaborges1@uol.com.br"&gt;aaborges1@uol.com.br&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Altamiro Borges é jornalista, integrante do Fórum de Mídia Livre, secretário nacional de comunicação do PCdoB e membro dos conselhos das revistas Princípios, Crítica Marxista e Fórum e do jornal Brasil de Fato.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;                                  &lt;img src="http://www.democraciasocialista.org.br/ds/templates/politico_ds/images/linha_meio.gif" width="441" height="1" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-6640310555464717704?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/6640310555464717704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=6640310555464717704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/6640310555464717704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/6640310555464717704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/ditadura-da-midia.html' title='A ditadura da mídia'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-8609472601755890384</id><published>2009-07-17T14:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T14:34:18.303-07:00</updated><title type='text'>É greve de patrão!</title><content type='html'>Os trabalhadores das empresas de ônibus foram obrigados a parar. O Setranspetro, sindicato patronal, junto com os pelegos que dirigem o sindicato dos rodoviárias bancaram essa paralisação. Querem aumentar a passagem! Querem que o povo pague pelo desmando gerencial dos empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação só pode ser uma: o prefeito precisa cancelar a prorrogação das concessões e abrir licitação já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os empresários "falidos", vivem por ai participando de rallys internacionais que custam milhares de dolares. São uns mentirosos! O povo não pode e não deve pagar a conta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-8609472601755890384?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/8609472601755890384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=8609472601755890384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8609472601755890384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8609472601755890384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/e-greve-de-patrao.html' title='É greve de patrão!'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-1461049235904272980</id><published>2009-07-11T07:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T07:01:22.305-07:00</updated><title type='text'>Depoimento: 'Foi um massacre, não um protesto em Urumqi'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O artigo que reproduzimos abaixo é uma carta enviada ao jornal chinês Global Times na quarta-feira (8), por Karmia Chan Cao, que nasceu em Urumqi e perdeu quatro parentes na baderna que acometeu a capital da Região Autônoma do Xinjiang, em 5 de julho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;img src="http://www.vermelho.org.br/ctt/img_upload/vitima_sinkiang.jpg" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Vítimas do massacre são atendidas&lt;/i&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sou estudante da Stanford University, nascida e criada em Urumqi como uma Han chinesa. Atualmente resido em Pequim. Em 5 de julho, baderneiros uigures, próximos ao mercado de Erdaoquiao, assassinaram quatro membros da minha família. Duas amigas minhas, de infância, foram curradas dentro das lojas que dirigiam na avenida Tuanjie.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus primos, uma criança, foi atirada do quinto andar de um prédio comercial por dois homens. Eles também esfaquearam minha tia, mãe de meu primo, que está agora lutando pela vida na UTI do Hospital de Mulheres e Crianças de Urumqi. É por essas vítimas que escrevo, contra aqueles que estão tentando destilar sentimentos anti-comunistas e anti-chineses pela atual situação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Isso foi um massacre, não uma ''demonstração pacífica'' que o Congresso Mundial Uigur alega ter sido. Foi um ato brutal de limpeza étnica conduzido por fundamentalistas islâmicos uigures contra cidadãos Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A situação envolveu quatro grupos distintos e independentes: os extremistas uigures; a vasta maioria de uigures simples que não tomaram parte na baderna; os Han e o governo. O governo agiu e cercou a cidade na manhã de segunda-feira, para evitar que uigures ou hans viessem até Urumqi e aumentassem ainda mais a violência entre os dois grupos. O sistema de comunicações foi desligado por razões de segurança nacional e regional, não por uma demonstração vergonhosa de poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Se esses mesmos baderneiros estivessem ''se manifestando'' com ataques indiscriminados nas ruas de cidades do Reino Unido ou dos Estados Unidos, esse acontecimento seria chamado como o que de fato foi: um ataque terrorista. Dezenas de testemunhas com as quais tive contato disseram que não viram manifestantes nem sinais pacíficos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Havia milhares de uigures brandindo facas. Eles começaram a gritar e urrar de repente, descendo rumo à região do Grande Bazar na avenida Erdaoqiao, e também desceram por outras duas ruas que levam até lá, atacando todos os pedestres da etnia Han que não conseguiram se esconder a tempo'', disse Meng Yuanli, um operário aposentado que estava voltando de bicicleta para casa e passava diante do mercado de camponeses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''A maioria deles era de adolescentes; alguns deles ainda tinham a voz esganiçada da puberdade. Eu não consegui correr a tempo e um jovem acabou me tirando da bicicleta com um chute. Em seguida atingiu meu rosto com um tijolo por três vezes'', disse Meng, contando também que sua mãe, de 82 anos, foi surrada até entrar em coma no momento que levava o lixo de casa para a rua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A senhora Hai, da Mongólia Interior, disse que ''eles primeiro bateram nas pessoas, depois saquearam as lojas, daí um outro grupo começou a incendiar os automóveis. Minhas crianças e eu nos escondemos sob a cama, atrás da máquina registradora, quando alguns deles abriram as portas, levaram as bebidas e cigarros e, ao nos descobrirem, cortaram minha mão direita e quebraram uma garrafa na cabeça de minha filha mais nova. Não tivemos coragem de tentar sair para pedir ajuda ou ir ao hospital, com medo de sermos mortos''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A vizinha dela, Liu, também foi atacada, ficou cega permanentemente e sua loja foi incendiada. ''Perdi oito anos de trabalho duro'', chorava Liu. ''Perdi tudo que eu tinha e eles também acabaram com minha visão. Eles gritavam 'matem todos os Han', e eu não fiz nada a eles''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Nem tampouco uma amiga minha de 16 anos, que foi atacada dentro da linha de ônibus 901, depois de sair da escola após ter feito sua última prova.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Seu pai, Zhou, contou a mim, chorando, que o rosto dela foi tão machucado que ela ficará desfrigurada para o resto da vida. ''Quatro camadas de pele transplantada não conseguirão devolver a felicidade à minha menininha de novo'', chorava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Poucos dos jornalistas que escreveram artigos para a mídia ocidental estão informados sobre o que aconteceu de fato nesta violência toda. A mídia ocidental geralmente só se preocupa em fazer artigos sobre a opressão do governo contra as minorias na China.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ignorantes do 'zeitgeist' social e da história cultural da região, e com uma atmosfera de sentimento anti-muçulmano e anti-chinês no Ocidente, repórteres, como Edward Wong, do The New York Times, escolheram fazer o mais fácil, que é atacar mais uma vez o governo chinês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Eles reproduzem com aspas as frases da ''Organização Uigur-Japonesa'' e de grupos similares, ao invés de conversar diretamente com as vítimas para descobrir a verdade. Este não foi um protesto político, mas sim uma violência em massa, propelida pelo fundamentalismo e pelo racismo contra a etnia Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esses baderneiros não representam, de modo algum, o conjunto da população uigur. A maioria dos baderneiros era adolescente, crianças que são facilmente convertidas em títeres por grupos fundamentalistas baseados em Turpan.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O senhor Meng se escondeu na casa de um amigo uigur, dois quarteirões do lugar onde foi atacado. ''Uti Kuar, horrorizado, pedia desculpas repetidamente, enquanto via as atrocidades a partir de sua janela. Ele recebeu mensagens de outros amigos uigures para não sair à rua após o jantar. Mas ele não fazia idéia do que estava para acontecer. Caso soubesse, teria advertido a gente'', conta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Nem todos os uigures participaram disso. Apenas os extremistas. Eu espero que o governo possa agir rapidamente, antes que isso se transforme em uma guerra racial. Eu perderia meu amigo'', completa Meng.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No momento que escrevo, na tarde de 7 de julho, seu medo começa a se transformar em realidade. Milhares de Han agora tomam as ruas, com os olhos repletos de ira por causa das mortes. Se o governo não reagir e reprimir com dureza todas as ações violentas, então haverá mais banhos de sangue no Xinjiang, pelo tempo que a memória dos massacres perdurar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Se tal baderna não foi terrorismo, então eu não sei mais o que foi. E peço que, em nome dos povos Uigur e Han, que foram ignorados pelo Ocidente, que olhem mais de perto a verdade que se passou no Xinjiang.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fonte: Global Times (&lt;a target="_blank" href="http://:www.globaltimes.cn/"&gt;http://www.globaltimes.cn/&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-1461049235904272980?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/1461049235904272980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=1461049235904272980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/1461049235904272980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/1461049235904272980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/depoimento-foi-um-massacre-nao-um.html' title='Depoimento: &apos;Foi um massacre, não um protesto em Urumqi&apos;'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-7436670848514907947</id><published>2009-07-08T18:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T18:10:15.060-07:00</updated><title type='text'>Problemas no Xinjiang fazem Hu Jintao deixar reunião do G8</title><content type='html'>&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O presidente da China, Hu Jintao, deixou nesta quarta-feira (8) a reunião do G8 na Itália, retornando às pressas para Pequim por causa da cada vez maior tensão étnica separatista na região de Xinjiang, que provocou até o momento 156 mortes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A agência Xinhua disse que Hu, que estava em uma visita de estado na Itália para participar da reunião do grupo dos oito países mais ricos, que teve início nesta quarta-feira, teve de cortar a viagem, devido ''à situação'' em Xinjiang.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O conselheiro do Estado, Dai Bingguo, estará presente à reunião do G8, representando Hu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Seu retorno apressado coincide com a elevação da tensão étnica na cidade de Urumqi, a capital da região. Victor Gao, diretor da Associação Nacional de Estudos Internacionais da China, disse que o returno de Hu é ''bastante extraordinário''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;''Sem precedentes''&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Por causa da escala sem precedentes e a severidade da situação em Xinjiang'', disse Gao à agência catariana de notícias al-Jazira, Hu teve de tomar ''a medida inédita de deixar a reunião do G8 antes de seu início, retornando à China para exercer sua liderança no papel de acalmar a situação em Xinjiang''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A rede al-Jazira relata que a situação em Urumqi é de nova elevação da tensão, após uma manhã de quarta-feira com calma, depois do toque de recolher dado na terça-feira à noite.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Chineses da etnia Han tomaram as ruas, armados de porretes e tentando ocupar os bairros da etnia Uigur, que se espalham ao redor da capital regional, a despeito da polícia de Choque ter bloqueado as ruas principais com veículos blindados e patrulhar as ruas com centenas de policiais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, milhares de Han foram às ruas da cidade procurando vingar-se do ataque realizado pelos uigures, que provocaram centenas de mortes em ataques no fim da segunda-feira (6) a membros da etnia Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Grupos de uigures também tomaram as ruas e as forças do governo dispararam contra eles gás lacrimogêneo, além de impor um toque de recolher na tentativa de manter o controle da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;''Justo e efetivo''&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com autoridades da China, pelo menos 156 pessoas de ambas as etinias foram mortas nos conflitos de domingo, que se iniciaram durante um violento protesto de rua conduzido por uigures.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O conflito foi um dos mais mortais do país em várias décadas. Os uigures foram às ruas alegando protestar contra a suposta morte de dois trabalhadores da etinia em uma fábrica de brinquedos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A polícia chinesa revelou que prendeu mais de 1.400 pessoas durante a ação, que Wang Lequan, chefe do Partido Comunista da região de Xinjiang, alertou como uma ''luta contra o separatismo, que está longe de terminar''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Opinando sobre a forma como o governo age nesta crise, Victor Gao, que trabalhou como tradutor para o falecido líder chinês Deng Xiaoping, disse que o governo precisa ser ''muito justo e efetivo'' no tratamento da situação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''É muito fácil traçar uma linha entre os grupos étnicos, entretanto, isso é uma tentação à qual precisamos resistir'', afirmou isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Acredito que é melhor focar nas atividades criminais, sem considerar a qual grupo étnico pertencem, não importa se são chineses da etnia uigur ou han'', considera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grande vergonha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Perguntado se Pequim deveria reconsiderar sua política de migração para o Oeste em relação à etnia han, Gao diz que a China ''não deve desviar da situação geral, apesar do que está acontecendo em Urumqi neste momento''.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''É um incidente grave, uma grande vergonha para nós, chineses, mas eu acho que precisamos continuar porque sem a estabilidade, está fora de questão a melhoria nas condições de vida da população de Xinjiang, inclusive uigures''. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o governo da região, a briga na fábrica foi utilizada como ''desculpa'' para justificar os enfrentamentos em Urumqi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Pequim responsabiliza os exilados separatistas uigures pela sublevação, apontando contra Rebiya Kadeer, uma empresária uigur nos Estados Unidos, que antes de exilar-se nos EUA esteve presa por vários anos, acusada de sedição. Ela é chefe, hoje, do Congresso Mundial Uigur, uma organização separatista que promove o terror na região, de acordo com o governo local.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, Kadeer, de 62 anos, rejeita as acusações, a partir de sua base em Washington. Presa em 1999, foi colocada em liberdade após pagar uma fiança, em 17 de março de 2005, para realizar tratamento médico nos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ela alega que o conflito “foi iniciado” pela polícia chinesa, que teria “investido” contra o ''pacífico'' protesto, convocado após a suposta morte de dois trabalhadores uiugures de uma fábrica de brinquedos, supostamente mortos por membros da etnia han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os conflitos iniciados no domingo passado em Urumqi, ''não foram um protesto pacífico, mas sim assassinatos, incêndios e saques'', afirmou na terça-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Qualquer pessoa que se refira a esses atos violentos como um protesto pacífico está alterando a verdade, com o propósito de enganar o público'', assinalou Qin em uma entrevista coletiva em Pequim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Esses atos violentos foram um crime premeditado e organizado, instigado e dirigido a partir do estrangeiro e realizado por foragidos da justiça no país'', explicou Qin, que assegurou que as provas são irrefutáveis e decisivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Com informações da Xinhua, Diário do Povo Online e al-Jazira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-7436670848514907947?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/7436670848514907947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=7436670848514907947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7436670848514907947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7436670848514907947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/problemas-no-xinjiang-fazem-hu-jintao.html' title='Problemas no Xinjiang fazem Hu Jintao deixar reunião do G8'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-7547452812417037833</id><published>2009-07-08T18:08:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T18:08:39.929-07:00</updated><title type='text'>Altamiro Borges: Obama e os ditadores racistas de Honduras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Esse negrinho [Barack Obama] nem sabe onde fica Tegucigalpa”. A frase racista do “ministro” das Relações Exteriores de Honduras, Enrique Ortez Colindres, indica o desespero dos golpistas, cada vez mais isolados no país e no mundo. Além dos protestos diários e massivos da população contra a deposição ilegal e brutal de Manuel Zelaya, esse arremedo de ditadura militar não conta com o apoio de nenhum governo do planeta, nem o do “império do mal”. Daí a reação racista e apavorada contra o presidente dos EUA, que se recusou a receber os gorilas golpistas. Por Altamiro Borges.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O caráter fascista do golpe em Honduras é evidente – apenas o Correio Braziliense, a CNN e os colunistas trogloditas da Veja tentam acobertar. Até a TV Globo e outros veículos têm tratado os golpistas de “golpistas”. A Folha evita rotular a ditadura hondurenha de “ditabranda”. As cenas exibidas na mídia são de violenta repressão às manifestações populares, com mortes e dezenas de feridos. Há relatos sobre o fechamento de rádios e jornais – mas até agora a máfia da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) não se pronunciou em defesa da “liberdade de expressão”. Os golpistas só contam com o apoio declarado dos direitistas mais truculentos e inábeis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O suspeito papel dos EUA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Diante do total isolamento interno e externo, qual a duração desta ditadura sanguinária? Não dá ainda para prever. Ela depende da correlação de forças internas, da capacidade de pressão dos setores democráticos e populares de Honduras, e também da interferência externa. Neste caso, os EUA jogam um papel chave. Barack Obama rejeitou os golpistas, mas até agora o império evita medidas mais incisivas. Parece apostar numa solução “negociada”, que tire de cena os “gorilas”, mas que também barre o retorno ao governo de Manuel Zelaya, que recentemente rompeu um acordo bilateral (TLC) com os EUA e aderiu a Alternativa Bolivariana das Américas (Alba).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom lembrar que o golpe desfechado em 28 de junho teve os “requintes” das operações da CIA, a temida agência terrorista dos EUA. O presidente Zelaya foi seqüestrado de madrugada e enviado, encapuzado, para Costa Rica; uma carta de renúncia foi falsificada; as embaixadas de Cuba e Venezuela foram atacadas; a TV pública foi destruída. Também é fato que os EUA têm uma base militar em Palmerola e sempre tiveram vários “consultores militares” neste país. John Negroponte, o servidor terrorista de Bush, até hoje é chamado de “vice-rei de Honduras”. Para a jornalista Stella Calloni, com tamanha presença, “é impossível que os EUA ignorassem o golpe”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Obama, tratado indignamente pelos golpistas, está na berlinda. Caso silencie, terá dado apoio na prática ao primeiro golpe militar da sua gestão, em nada se diferenciando de Bush. Caso tente uma manobra, ele também será julgado pela história. Como anteviu o escritor uruguaio Eduardo Galeano, pouco antes de sua posse, “Obama, primeiro presidente negro da história dos EUA, concretizará o sonho de Martin Luther King ou o pesadelo de Condoleezza Rice? Esta Casa Branca, que agora é sua casa, foi construída por escravos negros. Oxalá, ele nunca esqueça isso”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;a href="mailto:vermelho@vermelho.org.br" target="_blank"&gt;Da redação&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-7547452812417037833?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/7547452812417037833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=7547452812417037833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7547452812417037833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/7547452812417037833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/altamiro-borges-obama-e-os-ditadores.html' title='Altamiro Borges: Obama e os ditadores racistas de Honduras'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-4727437123760413595</id><published>2009-07-08T18:05:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T18:05:52.731-07:00</updated><title type='text'>Reforma eleitoral, a reforma possível</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto o Senado é sangrado por sua crise, a Câmara dos Deputados se prepara para votar um pequeno mas consistente passo democratizante, a reforma eleitoral. Um dos seus destaques é a liberação das campanhas eleitorais na internet, inclusive via emails, blogs, twitter, orkut e até a captação de doações pela rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O conjunto de medidas da reforma eleitoral é resultado de um laborioso e complexo esforço de obtenção de consensos. Protagonizou-o um grupo de trabalho multipartidário, com representações da base do governo Lula e da oposição, trabalhando sob dupla pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma é a do calendário eleitoral, que impõe ao menos 12 meses de prazo para que leis desta natureza tenham validade. A outra, a do apetite legislativo do Judiciário, que em outras ocasiões aproveitou-se da inércia do Congresso para fixar as suas próprias regras, às vezes exorbitando e coagindo, segundo as queixas de parlamentares, que citam como caso clássico a norma engessante da ''verticalização''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nasceu daí o Projeto de Lei 5498/09, que a Câmara pretende votar ainda nesta semana para dar tempo à tramitação no Senado – se sua crise o permitir. Deste modo as novas regras funcionarão já em 2010. A decisão quase unânime de votá-lo com urgência (houve um só voto contra) expressa a decisão de validá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;''Estamos construindo um consenso progressivamente, num processo político rico e que facilitará e agilizará em muito a votação em Plenário”, disse o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que coordenou a redação do projeto. Ele o qualifica como o pacto político possível no momento e saúda em especial a derrubada das atuais restrições ao uso da internet, ''que nos colocará no século 21''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O consenso vai além dos limites da Câmara. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) saudou o projeto como “uma contribuição importante para a ampliação da democracia e da transparência nas doações a candidatos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com certeza não será nenhum unguento milagroso capaz de curar as chagas, deformidades e aleijões do sistema político brasileiro. O nome - reforma eleitoral - foi escolhido para marcar a diferença com a reforma política, mais ambiciosa e profunda. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta, porém, fracassou rotundamente nas duas vezes em que foi esboçada, em 2007 e novamente nos últimos meses. Ao que parece, remédios mais drásticos – especialmente o voto em listas partidárias e o financiamento público de campanha – esbarram em resistências intransponíveis em um corpo parlamentar que é fruto do velho sistema de voto em indivíduos e do financiamento privado – quase todo empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nestas circunstâncias, o PL 5498/09 aparece como a modesta reforma democratizante possível, para hoje e 2010. Fica a esperança de que este debate retorne durante a próxima campanha eleitoral, forme convicções na sociedade civil e na massa de eleitores, detentora da soberania popular de onde emana todo poder, ou deve emanar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É daí que pode nascer a vontade política capaz de vencer as resistências e renitências do velho sistema, derrotando o fato consumado de hoje com a força do fato novo de amanhã. Até lá, ao menos as regras do jogo não terão marcado passo caso a reforma eleitoral vire lei até outubro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-4727437123760413595?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/4727437123760413595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=4727437123760413595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/4727437123760413595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/4727437123760413595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/reforma-eleitoral-reforma-possivel.html' title='Reforma eleitoral, a reforma possível'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-3062668915568982692</id><published>2009-07-08T18:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T18:02:23.165-07:00</updated><title type='text'>PCdoB discute Programa Socialista para o Brasil</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://64.182.246.200/administra/GED/Load-getData.php?ref=84071497&amp;amp;cli=84071496" width="354" height="236" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Cross, presidente do PCdoB em Petrópolis, prepara o congresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O PCdoB petropolitano está se preparando para o Congresso Municipal do Partido, em preparação ao congresso nacional. O presidente da sigla comunista em Petrópolis, Pedro Cross, disse que o lançamento das teses nacionais do 12º Congresso do Partido Comunista do Brasil no Estado do Rio acontece no dia 10 de julho, às 18h, no auditório do Crea-RJ (Rua Buenos Aires, 40, Centro).&lt;br /&gt;Pedro Cross explicou que as teses propõem a atualização do programa socialista, apresentam uma nova política de quadros e analisam a crise mundial do capitalismo e a conjuntura nacional. Além destas teses, durante o congresso municipal o PcdoB petropolitano vai discutir a política municipal e a sua posição com relação ao governo do prefeito Paulo Mustrangi.&lt;br /&gt;Entre junho e novembro, os mais de 200 mil membros do partido irão debater e deliberar sobre uma pauta onde se destaca o Projeto de Programa Socialista para o Brasil. Ele não se limita a atualizar e desenvolver o programa adotado em 1995. É um novo programa. O projeto tira lições da grande crise capitalista mundial e também das experiências socialistas do passado e do presente. O documento apresenta a transição do capitalismo ao socialismo como necessária para um terceiro avanço civilizacional brasileiro, depois da Independência, da Abolição, da República e do movimento de 1930. Indica as contradições fundamentais do Brasil atual e as propostas para superá-las.&lt;br /&gt;Mas o documento em debate avança mais. Aponta também o caminho brasileiro para o socialismo: um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Esta plataforma de luta, concreta e imediata, visa fortalecer o Brasil como nação soberana, democrática, próspera e socialmente avançada. É a contribuição do PCdoB, não só para uma nova vitória do povo nas eleições de 2010, mas para o conjunto dos embates de classe da atualidade, tanto no plano institucional como nos movimentos de massas e na luta de ideias.&lt;br /&gt;O Congresso, órgão máximo do PCdoB, é um acontecimento democrático destacado na vida política brasileira. Nos próximos meses, os comunistas debaterão o Projeto de Programa, a crise capitalista, a situação mundial e nacional, bem como o impulso para a construção de um partido comunista forte e renovado. Desde as organizações de base, será revolvida a vida partidária e eleitos democraticamente seus órgãos dirigentes em 27 estados e 2300 municípios.&lt;br /&gt;Levarão o debate também para a sociedade, dialogando com os trabalhadores, os movimentos sociais, a intelectualidade progressista e as demais forças políticas avançadas. O debate culminará nos dias 5 a 8 de novembro, em São Paulo. Ali, os delegados votarão os temas discutidos, criticados, desenvolvidos, enriquecidos e aperfeiçoados por milhares de homens e mulheres, desde a mais longínqua aldeia indígena amazônica até a mais avançada plataforma petrolífera oceânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tribuna de Petrópolis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-3062668915568982692?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/3062668915568982692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=3062668915568982692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3062668915568982692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3062668915568982692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/pcdob-discute-programa-socialista-para.html' title='PCdoB discute Programa Socialista para o Brasil'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-8321360926380776341</id><published>2009-07-06T19:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T19:25:20.640-07:00</updated><title type='text'>Plano Real, 15 anos</title><content type='html'>&lt;div class="conteudo-materia"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;      &lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:showDiv(%20'box-perfil'%20)" class="autor"&gt;Luiz Gonzaga Belluzzo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Em sua concepção essencial, o Plano Real seguiu o método básico utilizado para dar fim à maioria das “grandes inflações” do século XX: recuperação da confiança na moeda nacional pela garantia de seu valor externo. A “âncora” foi, como é amplamente reconhecido, a estabilização da taxa de câmbio nominal, garantida por financiamento em moeda estrangeira e/ou por um montante de reservas capaz de desestimular a especulação contra a paridade escolhida. Isso foi possível graças à deflação da riqueza mobiliária e imobiliária observada já no fim de 1989 nos mercados globalizados. A recessão americana, que se prolongou até meados de 1992, e o “estouro” da bolha especulativa japonesa foram fatores que exigiram grande lassidão das políticas monetárias. O propósito era tornar possível a digestão dos desequilíbrios correntes e do balanço patrimonial de empresas, bancos e famílias, atingidos pelo colapso do exuberante surto de valorização de ativos que se seguiu à intervenção salvadora de 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento da reforma monetária, as reservas brasileiras eram superiores a 40 bilhões de dólares, correspondente a dezoito meses de importação, mais do que suficiente para amparar a fixação do câmbio como instrumento da política de estabilização. A partir daí, até a crise de 1998/1999, as reservas chegariam a quase o dobro do último valor, sustentando e renovando a aposta na ancoragem cambial. No momento do Plano, o superávit comercial era de 13,3 bilhões de dólares e o déficit em transações correntes, de apenas 592 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na partida do Real, a situação financeira do setor público brasileiro era invejável, uma vantagem com que nenhum dos planos anteriores pôde contar. Portanto, o ajuste fiscal e de endividamento público foi feito antes. Em 1993, os resultados primário e operacional eram superavitários e a dívida líquida total e mobiliária, modesta em proporção ao PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os responsáveis pelo programa de estabilização brasileiro escolheram um regime de conversibilidade limitada, com taxa de câmbio semifixa. Nos primeiros meses do programa, as autoridades permitiram uma forte valorização da taxa nominal de câmbio, visando a uma convergência mais rápida entre a taxa de inflação doméstica e a que prevalecia nos Estados Unidos, o que de fato ocorreu. Após uma aceleração inflacionária motivada pela “corrida” de reajustes para chegar “alinhado” no momento da anunciada conversão à nova moeda, a inflação despenca em julho de 1994, chegando a registrar em dezembro menos de 1% no índice geral de preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a mesma valorização cambial que amparou a desinflação rápida ampliou o componente que, na formação da taxa de juros, se correlaciona com a expectativa de desvalorização do câmbio. O governo procurou regular essa expectativa definindo uma política de ajuste gradual da taxa de câmbio, o que acabou por consolidar na formação da taxa de juros o nível nominal aproximado de 7% ao ano, valor correspondente à desvalorização projetada do câmbio. A taxa de juros básica passou a ter um piso formado pela agregação da expectativa de desvalorização à taxa de juros internacional (como a taxa norte-americana, em torno de 6%) e ao spread de risco cobrado a tomadores do País ( o “risco Brasil”), o que totalizava algo como 22% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A combinação entre câmbio valorizado e juros altos, mantida a ferro e fogo, lançou a economia brasileira numa trajetória de crescimento medíocre. O crescimento lento ainda sofreria fortes oscilações provocadas por uma sucessão de crises que se abateram sobre as economias “emergentes”. A estabilização foi acompanhada de um crescimento bastante rápido do passivo externo da economia, além da expansão vertiginosa da dívida pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, após a crise da Rússia e depois do acordo formalizado com o FMI em dezembro, os mercados financeiros externos e internos deram mostras de inconformidade com a situação no Brasil. Já era generalizada a percepção de que o regime cambial e monetário gerava endogenamente um déficit externo não financiável – 4,4% do PIB em 1998 –, e um desequilíbrio público de 8% do PIB, no conceito nominal. A massa de ativos financeiros domésticos líquidos, inflados pela elevada taxa interna de juros, crescia rapidamente até atingir um nível perigoso em relação ao volume de reservas externas. No auge da crise, as reservas foram consumidas pelos detentores de riqueza que buscavam converter seus haveres líquidos em moeda estrangeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-8321360926380776341?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/8321360926380776341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=8321360926380776341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8321360926380776341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/8321360926380776341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/plano-real-15-anos.html' title='Plano Real, 15 anos'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-6131189171900190615</id><published>2009-07-06T19:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T19:09:03.050-07:00</updated><title type='text'>Desmatamento cai 47% em maio na Amazônia, diz Imazon</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon registrou 157 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, no último mês de maio.  O resultado representa uma diminuição de 47% em relação a maio de 2008 quando o desmatamento somou 294 quilômetros quadrados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Por Fabíola Munhoz, do Amazônia.org.br&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sistema também indicou que, de agosto de 2008 a maio de 2009, foram desmatados 1.084 quilômetros quadrados de floresta na região.  Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados), o número mostra uma redução de 74%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O Estado campeão do desmatamento observado para maio foi o Pará, com 37%, seguido de Mato Grosso, com 27%, Roraima, com 20%, e Rondônia (8%), Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%), que contribuíram em menor proporção com a devastação verificada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O SAD também verificou 215 quilômetros quadrados de florestas degradadas em maio de 2009.  Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador e autor da pesquisa, Adalberto Veríssimo, a queda de 47% do desmatamento, em maio, segue uma tendência que vem sendo observada, desde julho passado, para cada mês monitorado em relação ao período anterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ele atribui esse cenário otimista às medidas que vêm sendo tomadas contra o desmatamento, como restrição de crédito às atividades danosas à floresta, embargo de propriedades com devastação acima do permitido, e ações implementadas nos municípios com níveis críticos de destruição da mata.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;"A crise econômica que o mundo vem sofrendo desde setembro passado, e o atual período de chuvas intensas na região também contribuíram para a redução do desmatamento", acrescentou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos dados do desmatamento acumulado, Veríssimo diz que, para todos os meses em que houve monitoramento, tem se repetido a redução da devastação acumulada na quantidade de, em média, 70%.  Para o pesquisador, a tendência observada desde setembro passado mostra uma redução significativa e crescente da devastação da floresta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;"Os números ainda são insuficientes, para nós que defendemos o desmatamento zero.  Mas, o cenário mostra que a devastação tende a cair cada vez mais", concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nuvens atrapalharam&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Devido à cobertura de nuvens, o SAD não conseguiu monitorar 43% da Amazônia Legal.  A região não mapeada corresponde a quase totalidade do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia.  A parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal também não foi analisada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Veríssimo diz que, embora o Pará tenha se mostrado líder da devastação, sem que 68% de seu território fossem mapeados, houve queda do desmatamento do Estado.  Essa redução, porém, foi menor que a observada para Mato Grosso e Rondônia, o que, segundo o pesquisador, teria mantido o Estado no topo da lista do desmatamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador, embora maio, que é período de transição entre a estação chuvosa e a estação seca na Amazônia, tenha apresentado maior quantidade de nuvens com relação ao mês anterior, esse fator não explica a queda da devastação monitorada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que, em junho ou julho, haverá maior abertura para o satélite e provavelmente poderão ser monitorados os desmatamentos anteriores que, em maio, a existência de nuvens dificultou.  "Ainda assim, houve redução do desmatamento no mês", destacou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Apenas 5% do território de Tocantins e Mato Grosso não puderam ser monitorados por estarem cobertos por nuvens.  Roraima permanece a maior parte do ano com o céu nebuloso, dificultando a análise do desmatamento na área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A redução da cobertura de nuvens no estado, observada no último mês de maio, possibilitou o monitoramento de 62% do território.  Por esse motivo, parte do desmatamento detectado no estado, durante esse período, pode ter ocorrido em meses anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; &lt;a href="http://www.envolverde.com.br/" target="_blank"&gt;Agência Envolverde&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-6131189171900190615?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/6131189171900190615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=6131189171900190615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/6131189171900190615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/6131189171900190615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/desmatamento-cai-47-em-maio-na-amazonia.html' title='Desmatamento cai 47% em maio na Amazônia, diz Imazon'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-2340774594527792606</id><published>2009-07-06T19:02:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T19:02:57.989-07:00</updated><title type='text'>ONU: crise leva até 90 milhões de pessoas à extrema pobreza</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A recessão econômica reverteu 20 anos de declínio da pobreza mundial e deve colocar em 2009 mais 90 milhões de pessoas no ranking dos que passam fome no planeta, um aumento de 6% em relação aos dados atuais, informou a ONU nesta segunda-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A estimativa, apresentada num relatório sombrio sobre um programa desenvolvido há dez anos pela ONU para conduzir países pobres ao desenvolvimento até 2015, indica que 17% dos 6,8 bilhões de habitantes do mundo estarão classificados como extremamente pobres no fim de 2009. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Em 2009, entre 55 milhões a 90 milhões de pessoas a mais do que o previsto antes da crise estarão vivendo em extrema pobreza", diz o relatório, apresentado em Genebra pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Intitulado "Relatório de Metas de Desenvolvimento do Milênio", o documento também alerta que o recente declínio na ajuda externa - apesar das promessas de países ricos de aumentar o fluxo de recursos - provavelmente vai causar mais doenças e agitação social no hemisfério sul. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Meta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em um discurso no Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc, na sigla em inglês), Ban fez um apelo às nações industrializadas do Grupo dos Oito para que aumentem a ajuda, especialmente para a África, no próximo ano, dizendo que as promessas feitas por eles anteriormente ficaram aquém do anunciado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Faço um chamado ao G8 para explicitar, país por país, como os doadores ampliarão a ajuda à África no próximo ano", disse Ban em um discurso voltado para o encontro do G8 entre 8 e 10 de julho, em Aquila, cidade no centro da Itália, do qual ele participará. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"A credibilidade do sistema internacional depende de quanto os doadores aportarão", acrescentou. "A decência humana e a solidariedade mundial exige que nos unamos pelos pobres e os mais vulneráveis entre nós", afirmou Ban, em outra reunião, mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em uma cúpula na Escócia, em 2005, líderes do G-8 prometeram elevar a assistência aos países “em desenvolvimento” a cerca de 50 bilhões de dólares até 2010, da qual metade iria para a África. Mas a ajuda continuou sendo de pelo menos 20 bilhões de dólares a menos do que a meta fixada em Gleneagles, na Escócia, disse ele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Reversão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os recursos poderiam ajudar a mudar muitas vidas, mas o atraso na entrega combinado às mudanças climáticas e à crise financeira estão reduzindo o progresso nos países pobres, afirmou Ban no início de três semanas de reuniões do Ecosoc, em Genebra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As pessoas que vivem na pobreza — definida pela ONU como as que têm rendimentos de menos de US$ 1,25 por dia — já sofreram bastante com a crise financeira e econômica nos últimos dois anos. De acordo com dados da ONU, em 1990 a proporção de pessoas que passavam fome era de 20% da população mundial, mas em 2005 caíra para 16% - número que refletiu o aumento da prosperidade, especialmente na Ásia, estimulada pela expansão do comércio mundial.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A reversão começou em 2008, em parte como consequência do aumento dos preços dos alimentos no mundo, diz o relatório. Embora o custo dos produtos básicos tenha voltado a cair por volta do fim do ano passado, isso não tornou os alimentos mais acessíveis para a maioria das pessoas no mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Com agências&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-2340774594527792606?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/2340774594527792606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=2340774594527792606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2340774594527792606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/2340774594527792606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/onu-crise-leva-ate-90-milhoes-de.html' title='ONU: crise leva até 90 milhões de pessoas à extrema pobreza'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35689500561068157.post-3820260401040650115</id><published>2009-07-05T21:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T21:01:21.800-07:00</updated><title type='text'>Honduras resiste: três mortos com tiros na cabeça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="lead" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pelo menos três pessoas foram mortas com tiros na cabeça, informou na noite de domingo (5) a Agência Bolivariana de Notícias. Isso aconteceu logo que aumentou a repressão aos manifestantes que se concentram no aeroporto internacional de Toncontin, em Tegucigalpa, à espera do presidente constitucional Manuel Zelaya. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="imagem"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;" id="artigo"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com bombas de gás lacrimogêneo e disparos de armas de fogo, as forças de repressão, que apóiam o golpista Roberto Michelleti, tentam expulsar os manifestantes que se mantêm nas imediações do aeroporto. Milhares de hondurenhos encontram-se na área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retorno a Honduras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu Honduras do exercício de seu direito de participação na instituição, baseada no Artigo 21 da Carta Democrática Interamericana. O dispositivo pune os membros que desrespeitam a ordem democrática, após todas as tentativas de diálogo com a organização A decisão foi publicada neste domingo no site da OEA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, duas comissões decolaram de Washington para Honduras, após uma sessão extraordinária da Organização de Estados Americano (OEA): uma, formada por Manuel Zelaya e o presidente da Assembleia das Nações Unidas (ONU, Miguel D`Escoto) e outra, integrada pelo secretario-geral da OEA, José Miguel Insulza, e os presidentes Cristina Fernández Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;''Estamos agindo de acordo com o Tratado de Direito Internacional e com as ações a tomar para a restituição da democracia em Honduras, agregou Manuel Zelaya.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nenhum avião no qual o presidente José Manuel Zelaya Rosales esteja viajando terá permissão para aterrissar em Honduras, informa a agência de notícias argentina Telam. O aviso foi dado por Roberto Micheletti, que ocupa a Presidência do país desde domingo passado (28), quando um golpe de Estado tirou Zelaya do poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo a Telam, as operações no aeroporto foram canceladas por três dias. As mesmas fontes disseram que o governo de Micheletti negou ainda o pedido de voo e aterrissagem em Tegucigalpa, capital de Honduras, do avião da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ela pretendia viajar àquele país para apoiar a recondução de Zelaya à Presidência. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Pouso não permitido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O avião que carrega o presidente Manuel Zelaya não conseguiu pousar no aeroporto internacional de Toncontin, informa a rede venezuelana Telesur. Segundo a rede de TV, Zelaya pediu ''em nome de Deus'' que o deixassem pousar, mas não recebeu permissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A pista de pouso estaria com obstáculos que impediriam o pouso da aeronave venezuelana que carrega o presidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Após a tentativa fracassada de retornar a Honduras, o avião de Zelaya pousou na Nicarágua, segundo a agência de notícias France Presse. Ele diz que continuará buscando o apoio da comunidade internacional para retomar seu posto no governo hondurenho. "Não vão impedir que façamos tudo o que tenhamos que fazer", disse Zelaya  à rede de TV venezuelana Telesur, que acompanhou sua tentativa de retorno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Com informações do Blog Vi o Mundo; artigo atualizado às 21h38&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35689500561068157-3820260401040650115?l=multi-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multi-eu.blogspot.com/feeds/3820260401040650115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35689500561068157&amp;postID=3820260401040650115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3820260401040650115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35689500561068157/posts/default/3820260401040650115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multi-eu.blogspot.com/2009/07/honduras-resiste-tres-mortos-com-tiros.html' title='Honduras resiste: três mortos com tiros na cabeça'/><author><name>Pedro Cross</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14729418770418524433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11615960425148991742'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>